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Brasil

André Azevedo quer pódio em 2007

Arquivo Geral

03/01/2007 0h00

Vice-campeão em 2003 e terceiro colocado em 1999 na categoria caminhões do Rali Dacar, o brasileiro André Azevedo promete fazer de tudo para subir novamente ao pódio na edição 2007 do rali, que começa no próximo sábado. Para isso, ele conta com o apoio da montadora tcheca Trata, que trabalha para que Azevedo seja o sucessor de Karel Loprais, veterano piloto vencedor de seis edições da competição.

“Fiquei feliz com o reconhecimento da organização e também com o carinho que recebi do público e da mídia da República Tcheca, quando estive no país treinando agora em setembro”, conta o piloto, considerado pelos dirigentes o principal competidor com a marca Tatra.

“Parecia que os jornalistas de lá já previam a aposentadoria do Loprais, e não paravam de perguntar porque eu, um brasileiro, corria de Tatra. Gostei muito, e agora vou fazer o máximo para chegar ao pódio”, prometeu André.

Ele explica o que espera da edição 2007 da prova. “Esse ano a organização evitou regiões que formam muita lama em caso de chuva. Tanto que passaremos, logo de cara, por longos trechos de areia em Portugal. Será um Dacar com cheirinho de deserto já a partir da primeira especial”, explicou.

Caminhão 

O Tatra que André Azevedo usará está vindo rodando da Republica Tcheca. Saiu de lá na madrugada do dia 1 para o dia 2. Quem traz o veículo com todo o cuidado é Mira Martinec, engenheiro tcheco que compõe a tripulação do caminhão, no papel de especialista em mecânica. Ao lado de André, vai o brasileiro Maykel Justo, de apenas 27 anos, que está indo para sua segunda participação no Dacar.

“Esse é nosso segundo ano juntos e, em 2006, das 13 provas que participamos, fomos campeões em cinco, o que nos dá bastante moral para começar bem esse Dacar”, comentou André sobre o jovem parceiro. “A organização está prevendo dificuldades grandes de navegação depois do Marrocos, quando a prova entra no deserto. Devemos ser mais exigidos”, completou Maykel.

Vale lembrar que a segunda etapa do rali, entre Portimão (Portugal) e Málaga (Espanha), será apenas de deslocamento para os caminhões, por conta das estradas estreitas e pontes frágeis para os veículos, que pesam até 15 toneladas. O piloto brasileiro não gostou muito da mudança, uma vez que no ano passado terminou em segundo essa especial.

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