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Padre é condenado por distribuir material de pornografia infantil

Em 2017, a Polícia Federal encontrou milhares de arquivos de pornografia infantil em um computador na casa paroquial em que morava

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Foto: Divulgação/PF
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O padre Evair Heerdt Michels, investigado desde 2017 por armazenar e distribuir imagens de pornografia infantil, foi condenado pela Justiça. A pena é de mais de oito anos, mas cabe recurso. O caso veio a público em 2018, quando o religioso já usava tornozeleira eletrônica.

O Grupo de Investigação da RBS (GDI) revelou as denúncias contra Evair em 2018. Naquele ano, o padre ainda realizava cerimônias religiosas em Caxias do Sul-RS. No entanto, uma das restrições impostas pela Justiça Federal era a de “não circular e participar de eventos ou de qualquer tipo de atividade onde há crianças e adolescentes”. Desde então, Evair se afastou das funções religiosas.

Em 2017, a Polícia Federal encontrou milhares de arquivos de pornografia infantil em um computador na casa paroquial em que morava. A denúncia foi formalizada em 2018, quando o Ministério Público entrou com uma ação contra ele por armazenar e transmitir imagens de pornografia infantil.

Em 2019, a denúncia foi aceita e Michels virou réu na Justiça. Agora, ele foi condenado e pode ter que cumprir mais de oito anos de pena em regime fechado. O advogado do padre, Juarez Aloysio Schmitz, disse que vai recorrer da decisão.

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Investigação

As investigações tiveram início quando uma ONG dos Estados Unidos identificou que um suspeito guardava e repassava arquivos de pornográficos envolvendo crianças e adolescentes para diversos países. A origem do material ilícito era a cidade Porto Alegre.

Entre o material apreendido pela polícia, havia fotos de pelo menos duas ex-alunas de escolas da congregação Josefinos de Murialdo, onde o padre atuava. Em depoimento, o padre alegou primeiro que utilizava dois e-mails para ter acesso ao material de pornografia e que guardava os arquivos.

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Depois, porém, ele afirmou que estava investigando o compartilhamento de imagens pornográficas de crianças para contribuir com as denúncias que seriam entregues à polícia.




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