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Cruz nazista fincada há 86 anos em sepultura na Amazônia é encontrada caída, no Amapá

No domingo, 03, um turista encontrou a cruz com inscrição alemã e suástica fincada em uma sepultura no meio da Amazônia

Foto: Arquivo Pessoal

No domingo, 03, um turista encontrou a cruz com inscrição alemã e suástica fincada em uma sepultura no meio da Amazônia. Ainda não se sabe exatamente quando e nem a causa da queda da estrutura histórica, que se encontra há 86 anos em um cemitério já desativado numa das margens do Rio Jari, no Sul do Amapá.

O visitante, que não quis se identificar, estava em uma expedição até a cachoeira de Santo Antônio, que fica próxima ao cemitério, quando viu a cruz de quase 3 metros tombada. O homem acredita que a cheia do Rio Jari tenha provocado a queda da estrutura de madeira.

De difícil acesso, o cemitério já é desativado e fica cerca de uma hora de barco pelo rio saindo da orla de Laranjal do Jari, cidade mais próxima do local.

Na superfície da cruz está escrito em alemão: “Joseph Greiner morreu aqui de febre em 2 de janeiro de 1936 a serviço da pesquisa alemã”. Segundo historiadores, Greiner era integrante de um comitiva da Alemanha que esteve na Amazônia por quase dois anos na década de 30.

No período em que estiveram na Amazônia, os alemães pesquisaram sobre fauna, flora e a cultura indígena. No entanto, o grande objetivo da expedição, na análise de historiadores, era implantar uma colônia da Alemanha nazista na América do Sul.

Dificuldades na selva

A história ressalta que a “Expedição Jari”, como foi chamada a missão alemã, transportou grande aparato da Alemanha para o Amapá. A equipe formada por três pesquisadores, além de Greiner, trouxe um avião para a região.

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Após realizar alguns sobrevoos pela área, a aeronave de pequeno porte apresentou defeitos e não pode ser mais usada.

Com isso, as equipes necessitaram ainda mais da ajuda dos indígenas. A febre fatal que vitimou Joseph Greiner foi só uma das várias doenças que atingiram os membros da expedição, além de outras enfermidades, como malária e difteria. O forte calor e as sucessivas chuvas também eram problemas.

Com o possível plano de invasão em mente, a equipe retornou à Alemanha, mas o projeto Guiana nunca foi realizado. Mesmo assim, a visitação levou crânios e informações de mais de 500 mamíferos, répteis, anfíbios e aves, além de registros em fotos e filmagens.

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