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Futebol

Vítima de racismo em 2013, R.Souza não prega "vingança" ao Garcilaso

Arquivo Geral

09/04/2014 9h31

A estreia do Cruzeiro nesta edição da Copa Libertadores da América não foi amarga apenas pelo revés sofrido para o Real Garcilaso-PER, em Huancayo, pelo placar de 2 a 1. Na segunda etapa do confronto, o volante celeste Tinga fora alvo de manifestações racistas, oriundas da torcida peruana. Mesmo com a gravidade do fato, o clube mandante fora punido apenas com uma multa de 12 mil euros (equivalente à R$ 28 mil).

Infelizmente, para um atleta presente no banco de suplentes da Raposa na ocasião, a cena o fez recordar um episódio triste do passado. Em 2013, quando defendia o Boa Esporte no Campeonato Brasileiro da Série B, o volante Rodrigo Souza sofreu xingamentos discriminatórios de um torcedor do Sport, ao ser substituído na Ilha do Retiro. Após a acusação do jogador, o fã rubro-negro Diogo Brito acabou detido. Uma mancha na boa partida disputada, que terminou com o placar de 2 a 2 em solo recifense.

Ao relacionar os dois fatídicos ocorridos, Rodrigo Souza mostrou-se incomodado e fez questão de expor o que passou em sua mente: “A primeira sensação foi de raiva. De onde eu estava, ouvi o racismo das arquibancadas, desde o começo. Fiquei triste por ver isso acontecer novamente. É uma situação chata, que não desejo para ninguém”, pontuou.

Porém, quando questionado sobre uma possível “vingança” aos atos racistas, o volante, com discurso centrado, minimizou as questões extracampo: “Todo elenco do Cruzeiro quer continuar unido e focado para derrotar qualquer adversário e contra o Real Garcilaso não será diferente. É um jogo que vale a classificação e essa é a nossa motivação. Não existem demais sentimentos neste confronto”, expressou.

Mesmo com a forte ocorrência no plantel celeste, Rodrigo Souza exaltou o bom momento vivido na carreira, com a disputa de sua primeira Libertadores: “Estou muito feliz por poder disputar essa competição. O jogo é mais corrido e o juiz não marca qualquer tipo de falta, mas estou me adaptando. Aqui no Cruzeiro estou dando prioridade à marcação e, como se trata de uma equipe com amplo potencial ofensivo, dou mais atenção para a cobertura dos laterais e à composição da zaga, se preciso”, concluiu.

Para avançar de fase na Libertadores, o Cruzeiro, além de vencer o Real Garcilaso no Mineirão, depende do resultado do confronto entre Defensor-URU e Universidad de Chile. Em caso de triunfo uruguaio ou empate, a Raposa avança com uma vitória simples. Se La U triunfar, o clube de Belo Horizonte deverá tirar um saldo de três gols frente o clube de Montevidéu.

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