Menu
Futebol

Vinte anos após Escobar morrer, Colômbia se exibe ao mundo dançando

Arquivo Geral

04/07/2014 8h45

Foto: Wander Roberto/VIPCOMMHá 20 anos, a seleção colombiana que goleou a Argentina nas Eliminatórias chegou à Copa do Mundo dos Estados Unidos como candidata ao título, mas não passou da primeira fase e é lembrada por uma tragédia: o zagueiro Andrés Escobar, autor de um gol contra no torneio, foi assassinado poucos dias após voltar ao país. Agora, no Brasil, o time estabelece a melhor campanha de sua história e já tem as danças como marca.

Se a morte de Escobar em 1994 é atribuída ao narcotráfico, já que seu gol contra teria atrapalhado apostas, agora é outro defensor que chama atenção. O lateral esquerdo Pablo Armero, ex-Palmeiras, foi o primeiro colombiano a marcar gol neste Mundial e liderou o gingado dos colegas nas comemorações em cada uma das 11 vezes em que a equipe balançou as redes no Brasil.

“É algo que está no sangue colombiano”, explicou Zuñiga, sorrindo ao definir o espírito de sua seleção. “Sempre sentimos o peso da responsabilidade, mas também queremos nos divertir no campo. Cada um sabe o que fazer neste terreno e, também, se divertir”, prosseguiu.

Sem jogar uma Copa desde 1998, a Colômbia vinha sendo representada no torneio por Shakira, cantora que se acostumou a emprestar sua voz e seu rebolado à Fifa e que já foi confirmada no show de encerramento da competição antes da final neste ano, no dia 13. Os jogadores da atual seleção, por sua vez, conseguiram convencer até o sério técnico argentino José Pekerman a aceitar as danças depois dos gols.

“É uma grande alegria e uma alegria sincera dos jogadores, um jeito de comunicar o que é um gol, mas sempre respeitando o adversário e o espetáculo. É como dar um abraço, é algo que representa alegria. Não pode incomodar ninguém”, defendeu o treinador, feliz por ver os fãs colombianos agradecerem com longas cartas ao time que levou o país às quartas de final de uma Copa pela primeira vez na história.

“O carinho que o povo colombiano tem nos dedicado tem sido imenso, sem palavras para definir. Qualquer esforço para representá-los bem será pouco em comparação ao afeto que recebemos. Sabemos que estão gostando da seleção e entendem que é um time que vai lutar até o final, acreditando mesmo quando não houver esperança”, explicou.

Por isso, Andrés Escobar é lembrado mais como um “eterno mundialista”, membro de uma seleção que, há 20 anos, não venceu a Copa, mas encantou o mundo antes de disputá-la. “A equipe sempre procura levar consigo as grandes recordações do futebol colombiano, os ídolos dos rapazes, sempre respeitando o que produziram e representaram em outras épocas. O que perdura é sempre a boa lembrança, e não as coisas mais trágicas”, definiu Pekerman.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado