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Futebol

Valcke ataca "níveis políticos" do Brasil e desabafa: "Foi um inferno"

Arquivo Geral

07/05/2014 9h45

Nesta terça-feira, durante um evento realizado em Lausanne-SUI, o secretário-geral da Fifa, Jérome Valcke, voltou a reclamar da organização brasileira para o Mundial de 2014. Adotando um tom enfático, diferentemente do apresentado em suas visitas no país-sede, o suíço atacou a estrutura política do Brasil e definiu o contexto vivido como um “inferno”.

“A Fifa possui uma repsonsabilidade moral. Assim, as críticas se justificam. Num dado momento, havia um certo número de pessoas no Brasil, dentre eles políticos, que se opunham à Copa do Mundo. Vivemos um inferno, sobretudo por enfrentar três níveis políticos. Houve mudanças, uma eleição (de Dilma Rousseff) e não discutíamos com as mesmas pessoas. Foi complicado, pois a cada vez tínhamos que repetir a mensagem”, discorreu, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Adiante, Valcke expôs que a organização da Copa do Mundo exige maior demanda de infra-estrutura do que qualquer outro evento que o Brasil já organizou: “Lembro que me diziam: como você pode duvidar do Brasil? Nós organizamos o carnaval do Rio todos os anos com três milhões de pessoas. Mas no carnaval são pessoas locais, em sua maioria, e que têm seus apartamentos. Elas estão na praia e ficam lá. As pessoas achavam que era fácil, mas organizar uma Copa é um trabalho de verdade. É uma responsabilidade real”, atacou.

Por fim, o secretário expressou a diminuição de exigências para a conclusão das obras (tais como as estruturas temporárias) e, mesmo assim, ressaltou que nem tudo ficará pronto no prazo estimado: “São muitos detalhes. Não digo que tudo estará concluído. Em uma cidade como Cuiabá, há estruturas na cidade que não são diretamente relacionadas à Copa. Portanto, haverá certamente obras nos entornos. Mas nos estádios teremos o que precisamos”, sintetizou.

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