Mesmo sem um futebol de grande expressão nacional, Brasília foi uma das cidades que mais recebeu jogos do Mundial. Foram sete, no total, tornando a capital federal a que mais recebeu jogos na Copa, ao lado do Rio de Janeiro.
Entre as equipes que desfilaram talento no gramado candango estão a seleção brasileira, que goleou no primeiro jogo na cidade, e também a Argentina, que disputa hoje a final contra a Alemanha.
Mesmo com grandes jogos, o Mané Garrincha não recebeu apenas partidas memoráveis, recheadas de gols. O confronto entre França e Nigéria, por exemplo, quase não teve emoções, com os gols sendo marcados apenas nos momentos finais do embate.
Levada pelo espírito da Copa, a família Egreja esqueceu o jogo melancólico do terceiro lugar e se apegou ao fato de estar vendo o Mundial ao vivo na arena padrão Fifa.
“Não tem nem o que falar desse estádio. Arrepia de um jeito que dá vontade de chorar. Nem parece que estamos no Brasil, ele é todo perfeito e organizado”, disse Maria Betânia Egreja, acompanhada do marido e das filhas.
O tecnólogo Eduardo Sleiman veio de São Paulo prestigiar a seleção brasileira e levantou um ponto inusitado sobre o Mané Garrincha: a falta de tomadas.
“Pode parecer uma besteira, mas vi muita gente reclamando”, explica o tecnólgo.
Pentacampeão encantado
Pentacampeão brasileiro em 2002, o ex-meia Denílson não poupou elogios ao estádio Mané Garrincha. Antes de começar a partida entre Brasil e Holanda, o comentarista afirmou que a arena do DF chama a atenção dele desde o ano passado, quando sediou o Torneio Feminino Internacional de Brasília, em dezembro.
“Lembro que quando entrei aqui em 2013 me impressionei com o desenho do lugar. Me lembrou muito a Bombonera, do Boca Juniors”, comparou.
Além da lembrança, ele acrescenta que a acústica do monumento dá a impressão de que a torcida realmente está muito próxima aos jogadores. “É de arrepiar”, assegurou o paulista de Diadema.
Arrepiou
Para experimentar a Copa do Mundo, Marina Felício decidiu trazer o pai Felício, para vivenciar a animação da arquibancada em um jogo do Brasil. Ele, abismado com a grandiosidade do Mané e da torcida amarela, repetiu o mesmo que Denílson: “É de arrepiar. Me sinto na Europa”, confirmou.
Além disso, Marina, que marcava presença na arena pela segunda vez, trouxe a irmã e o cunhado para completar a festa. “Eles precisavam experimentar isso. E acho que estão gostando mais do que eu imaginava. O Mané vai ficar marcado na vida da melhor maneira possível”, analisa a estudante de 24 anos. (K.M.O.)
Resultados expressivos e craques
Os números do Mané Garrincha impressionam. Na partida de ontem, 68.034 torcedores estiveram presentes na arena candanga. A marca, apesar de elevada, foi apenas a quinta mais alta entre as sete partidas disputadas no estádio.
No entanto, acumulados os públicos de todos os duelos, é possível ter noção de que o torcedores compareceram em peso: foram 478.218 apaixonados por futebol nas arquibancadas.
A arena brasiliense também registrou o maior público da seleção brasileira no Mundial. 69.112 presentes lotaram as arquibancadas no jogo diante de Camarões, na primeira fase, quando o Brasil goleou por 4 x 1 e se classificou para as oitavas de final em primeiro lugar do Grupo A.
Atletas de renome internacional passaram por Brasília. Desde o atual melhor do mundo, o português Cristiano Ronaldo, até craques como o brasileiro Neymar, o argentino Lionel Messi, o francês Karim Benzema, o colombiano James Rodríguez o holandês e Arjen Robben.