A recorrente animação dos torcedores sul-americanos logo no início dos dias com jogos no estádio Mané Garrincha não se repetiu na manhã de ontem para a partida da Seleção Brasileira. Mesmo assim, logo ao meio-dia, as primeiras filas já começaram a se formar.
Desta forma, quem puxou a fila foi Roberto Ribeiro, de 50 anos, e sua filha, Laís Trigueiro, de 27. Eles chegaram ao Mané por volta das 8h30. “Esse é o único jogo da Copa que nós iremos, então decidimos vir cedo para evitar tumulto”, explicou Roberto.
Logo atrás deles estava o casal Júlia Beluco, de 22 anos, e Cláudio Rodrigues, de 24. Eles chegaram um pouco mais tarde, por volta das 11h. Para Júlia era a primeira partida da Copa. Já Cláudio havia acompa nhado a partida entre Colômbia e Costa do Marfim e notou diferenças na organização dos dois jogos. “Eu assustei quando vi o tanto de policiais. Acho que eles estão se preocupando demais com a segurança e isso acaba travando um pouco o andamento das coisas”, explicou.
Recordistas em Copas
Um trio de torcedores chamava a atenção na entrada do estádio. Estavam fantasiados de índios, com penas e chocalhos. Eles disseram que percorrerão de 12 mil a 13 mil quilômetros para acompanhar todos os jogos do Brasil na Copa. Oséias Lima, de 54 anos, é o cacique da tribo, que veio de Manaus, e diz ser um recordista em mundiais. “Acompanho o Brasil nas Copas desde a de 1994, nos Estados Unidos. E, se Deus quiser, irei ver o sexto título do Brasil na minha sexta Copa.”