Desde que o Brasil levantou as taças em 1994 e 2002, a bancária Maria do Carmo, ou Carminha, mantém uma tradição aprendida com seus antepassados: colocar no congelador, o nome e o grito de guerra da seleção rival.
“No jogo do Brasil com o Chile, escrevi no papel o nome do país, a palavra chilenos e o grito ‘chi chi le le’ usado pela torcida. Pode ir na geladeira que o papel ainda está lá”, afirma Carminha.
Enquanto sua nora, Giovana Cristofole ri do costume da sogra, a mesma acaba confessando um ritual tão cômico quanto. Ao assistir ao jogo da seleção, ela segura qualquer tipo de linha, corta, fita ou objeto que dê para amarrar.
Quando o jogador rival toca na bola, Giovana cita o nome dele, seguido da frase “estou te amarrando” enquanto faz o nó no tecido. “Minha avó fazia muito isso e eu peguei. É meio estranho, mas me divirto e o marido sempre diz que sou doida”, brinca a analista.
Jeito para tudo
De acordo com Giovana, a situação se complica quando o Brasil enfrenta algum time que tenha jogadores com nomes complicados e difíceis de pronunciar, mas Giovana encontra uma maneira de dar credibilidade à superstição.
“Nesse caso, eu cito a posição ou o número do atleta. Não tem para onde ele fugir”, brinca.