Apreensão, medo. As fotos divulgadas pela assessoria de imprensa do Corinthians, com os jogadores ainda no vestiário, antes da derrota para a Ponte Preta, não foram uma pose. Um dos principais jogadores da Macaca, o meia Adrianinho conversou com o Jornal de Brasília sobre o espanto do elenco corintiano. E, como passou pelo Timão, também revelou alguns casos que vivenciou com “fãs” do clube.
“Os jogadores do Corinthians estavam bem assustados mesmo. Conversei com alguns deles, que me disseram estar com medo”, contou. Em sequência, o habilidoso meia do time campineiro relembrou problemas que teve com a torcida do Corinthians. “Quando cheguei lá, tive que participar de reuniões dentro do vestiário. Nunca houve agressão física, mas moral, sim. Ameaças”, lembrou.
O jogador aproveitou para criticar tal prática de algumas diretorias. “Torcida não incomoda quando o time está bem, mas correr contra o prejuízo é difícil com essas ameaças. Mas a maior culpada é a diretoria que dá muito poder para a torcida. E quando a fase está ruim, o contexto muda”, declarou.
Discurso semelhante
Atualmente no Sobradinho, Dimba passou por situações complicadas quando defendeu o Botafogo e o Flamengo. Mas antes de detalhar cada situação, o veterano atacante soltou o verbo e disparou contra a liberdade dos torcedores. “Não sei qual foi o clube nem quem teve a ideia, mas desde quando deixaram os torcedores conversarem com os jogadores para fazer média, tudo desandou. Torcedor tem que cobrar no estádio”.
Ele lembra que em 1997 a torcida do Fogão tentou invadir o vestiário, após uma derrota. Entretanto, o terrorismo mais marcante foi quando o Flamengo perdeu por 6 x 1 para o Atlético-MG, em 2004, e os rubro-negros foram ao aeroporto prostetar. “O Júnior Baiano foi expulso no comecinho e fomos goleados. Aí os caras vieram para cima da gente. Sobrou até para o pai do Zinho (no Flamengo, na época)”.