O técnico do Brasiliense, Marcos Soares, está acostumado a ter experiências no exterior. Tendo participado de cursos em equipes como Barcelona (ESP) e Bayern de Munique (ALE), desta vez ele exerceu função diferente durante a Copa do Mundo deste ano.
Escolhido como coordenador de logística da seleção do Irã, o treinador teve a oportunidade de acompanhar de perto o dia a dia da equipe, o que ele considerou muito importante para a carreira.
“Aproveitei cada momento com o Irã para extrair o máximo possível de informações que vão ser úteis para mim no futuro”, conta.
Diferenças
Em Barcelona e em Munique, Marcos participou de um curso para técnicos. Para ele, as duas experiências foram importantes, mas com diferenças fundamentais, que tornaram os cerca de 25 dias com a seleção iraniana ainda mais interessante.
“Na Europa, eu não tinha acesso aos bastidores. Assistia aos treinos, mas, não acompanhava as preleções. Com o Irã, eu estava completamente inserido também nos bastidores, o Carlos Queiroz me abriu portas nesse sentido, vendo preleções, treinos e palestras, além de estar presente nos deslocamentos, quando não estava realizando alguma função logística.”
A língua não foi um problema para Marcos Soares se relacionar com atletas, mesmo que a proximidade não fosse tão necessária. Com o conhecimento de diversos idiomas, o técnico não teve problemas para transitar na “Torre de Babel”.
“Ganhei a confiança dos jogadores. Alguns jogaram fora do Irã e falavam inglês e espanhol. Outras pessoas da comissão técnica eram do Brasil”, explica.