O meia Tcheco compareceu na oitava delegacia de polícia de Curitiba para denunciar que foi agredido pelos seguranças do presidente do Conselho Deliberativo do Atlético-PR, Mario Celso Petraglia, após a derrota por 2 x 0 para o time paranaense, na Arena da Baixada, nesta quarta-feira.
O jogador gremista mostrou um hematoma e chamou o dirigente atleticano de cínico (Petraglia se defendeu das acusações afirmando que estava apenas cumprimentando o atleta do rival gaúcho). Dirigentes do Grêmio chegaram a vasculhar fitas de vídeo das câmeras internas da Arena para comprovar a agressão sofrida pelo meia.
Além de Tcheco, também compareceram à delegacia os volantes Claiton e Eduardo Costa. O primeiro acusou o gremista de ter aplicado uma voadora na confusão envolvendo jogadores dos dois times já no fim da partida e mostrou ferimentos em suas costas. Já Eduardo Costa não admitiu a agressão, mas afirmou que “não deveria ter me rebaixado e dado ouvidos ao Claiton”.
Em seu site oficial, o Grêmio lamenta o corrido, criticando o Furacão pelo “ambiente hostil” que criou para receber o clube gaúcho e garantindo que Tcheco foi mesmo agredido por seguranças de Petraglia.
Confira a nota:
Tcheco é agredido por dirigente do Atlético. Clima hostil foi premeditado.
Como já havia sido previsto com bastante antecedência, o Grêmio encontrou um ambiente de hostilidade no estádio da Arena da Baixada quando do enfrentamento contra o Atlético Paranaense na noite desta quarta-feira.
Agressividade e destempero da torcida é algo normal. O que não é normal são estes atos partirem das pessoas que mais deveriam coibir a violência.
Desde a primeira partida entre as duas equipes realizadas no Olímpico, no primeiro turno, dirigentes da equipe paranaense vêm alimentando este clima de hostilidade que culminou hoje, na agressão do presidente de honra do Atlético, Mario Celso Petraglia, juntamente com seus seguranças, sobre o jogador Tcheco.
O Grêmio lamenta que tudo isso tenha tomado proporções incontroláveis e espera que pessoas responsáveis pelo comando de determinadas agremiações possam agir de acordo com a importância do cargo e da função a elas destinadas.
Pior do que não saber perder, é não saber ganhar.