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Futebol

Suíça esquece derrota para Argentina em amistoso e quer fazer história

Arquivo Geral

30/06/2014 17h00

A Suíça não chega às quartas de final de uma Copa do Mundo desde 1954, quando foi anfitriã, mas esquece qualquer passado para romper o tabu de 60 anos, em Itaquera. Deixando para trás, inclusive, a derrota que sofreu em 2012 para a Argentina, adversária das oitavas de final do Mundial nesta terça-feira.

“Não se pode comparar um amistoso com um jogo de Copa do Mundo. A Argentina melhorou sua capacidade técnica desde então e a Suíça se fortaleceu nos últimos dois anos, estamos prontos para esse grande jogo”, disse o técnico Ottmar Hitzfeld, minimizando a derrota por 3 a 1 em 29 de fevereiro de 2012, em Berna.

A ordem agora é acabar com o jejum. “Será um jogo muito especial para o nosso país. Vamos jogar contra um dos principais favoritos, mas, para nós, é como qualquer outro jogo, com 90 ou 120 minutos e é necessário atingirmos um alto nível. Se passarmos, faremos história. Vamos jogar sem medo, precisando de todos os homens preparados para dar o melhor”, discursou o capitão Gokhan Inler.

Cabeça de chave por ter terminado 2013 entre os primeiros colocados no ranking da Fifa, a Suíça quer ignorar até as frustrações mais recentes, como a eliminação na fase de grupos da última Copa mesmo tendo derrotado a Espanha, que seria campeã. “Não dá para comparar o time de 2010 com o de agora, jogamos de forma diferente, com variações táticas, e vamos utilizar meios diferentes para enfrentar a Argentina”, avisou Hitzfeld.

As diferenças, contudo, não são conhecidas. Nesta tarde, a seleção permitiu que a imprensa acompanhasse somente os primeiros 15 minutos do treino em Itaquera, quando só ocorreram atividades técnicas de aquecimento. “Não posso dizer a escalação, mas, com certeza, a postura tática vai ser diferente da que tivemos contra Honduras”, falou o técnico, lembrando a vitória por 3 a 0 de quarta-feira.

A ideia é se defender, mas sem mostrar nenhum temor do adversário. “A Argentina irá reagir ao desafio que enfrentar e tem um grande potencial para melhorar o seu desempenho. Contam com um grande time e são capazes de realizar excelentes jogadas. Agora, cabe à Suíça desafiar a Argentina”, definiu Ottmar Hitzfeld.

“Será um grande desafio jogar contra a Argentina, uma seleção bicampeã mundial, mas queremos desenvolver o futebol suíço e estar entre os oito melhores colocados. Sentimos a tensão porque é algo muito especial, mas estamos preparados e 100% focados”, prosseguiu o comandante da seleção que, em nove participações, nunca foi além das quartas de final de um Mundial.

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