Mário de Carvalho, 60 anos, natural de Coimbra, já estava conformado com a eliminação de Portugal quando a bola foi erguida na área. Berrou como louco após cabeceio de Varela, em cruzamento de Cristiano Ronaldo, empatar a partida contra os Estados Unidos, literalmente no último minuto. “Querem me matar do coração”, brincou o senhor.
Durante o jogo, Mário, há três anos no Brasil, sofreu junto aos torcedores – muitos deles brasileiros – na embaixada de Portugal. Cerca de 100 pessoas viram o time comandado por Paulo Bento começar arrasador e, após oscilar, quase dar adeus à Copa do Mundo já na segunda rodada, a exemplo de outro país ibérico: a Espanha.
O idoso elogiou o clima de festa do local, tanto pela nostalgia quanto pela vibração. “Na última Copa, estava em casa e reuníamos sempre os amigos para assistir. É bom reviver isso no Brasil”, alegrou-se
Para o lisboeta Hugo Nunes, de 38 anos, há oito em Brasília, foi a primeira vez na embaixada para assistir a um jogo. “Estão jogando sem confiança, sem alegria”, apontou.