Irritado com as críticas externas, o técnico Muricy Ramalho desistiu de reclamar sobre a dura seqüência de jogos do São Paulo, mas o meio-campista Souza fez questão de falar sobre o cansaço após a batalha diante do Boca Juniors, pela Copa Sul-americana. O jogador reconhece a dificuldade do São Paulo atuar em duas competições simultâneas.
“Estou acabado, principalmente depois do que passei, tratando dia inteiro nos últimos dias para me recuperar da lesão no tornozelo”, admite o camisa dez. “Não existe frescura, somos seres humanos. Infelizmente o calendário é esse, mas estamos jogando no limite”, emendou.
Souza sabe, porém, que o desgaste faz parte da rotina do jogador de futebol. Após enfrentar o Boca, além da conhecida dor no tornozelo machucado recentemente, o meio-campista sentia incômodo nas costas, cotovelo e batata da perna.
“Depois do jogo contra o Boca, fui dormir às cinco da madrugada e acordei dez horas para tratar. Só que torcedor e imprensa não querem saber. Em time grande, só tem vaga para vencedor, mas ainda bem que temos um preparador físico como o Carlinhos Neves”, admite.
O centroavante Aloísio foi o são-paulino com o maior número de escoriações após a decisão desta quinta-feira. Segundo Souza, os jogadores ficaram assustados com as marcas nas pernas do atacante. Até o fim do ano, a tendência é de piora no cansaço de todos os atletas do líder do Campeonato Brasileiro.
“Estamos jogando muito, eu vou estar morto. É preparar o caixão. Em dezembro, vou ficar dentro de um caixão, deitado e tomando soro. Estaremos doentes”, finaliza Souza, com imenso bom humor.