A situação não é das melhores para o Green Team, único representante do DF no cenário nacional de futsal. Com seis derrotas, um empate e uma vitória a equipe está na 17ª colocação da Liga Nacional, com quatro pontos. Somente 16 equipes se passam para os playoffs e cinco pontos o separa do próximo classificado, o Tambasa-MG.
Hoje, às 20h, o grupo busca três preciosos pontos contra o São Paulo, 18º lugar, no ginásio do Sesi em Taguatinga. Na próxima terça-feira, é a vez de enfrentar o lanterna São Bernardo também em casa.
Para sair do sufoco, a comissão técnica passou por uma reviravolta. Sérgio Adriano, ex-técnico do Peixe-DF, é o novo diretor técnico. Além disso, sete novos jogadores foram chamados para assumir a missão de classificar o novato para a próxima fase. Os sete vieram de vários lugares do País e até do mundo. Dois deles são recém-chegados da Rússia, o pivô Genário e o ala De Bail; e o fixo/ala William Ariel vem de duas temporadas em um clube chinês.
“A diretoria esperou os resultados e eles não vieram, por isso essa decisão tardia. O time não era competitivo o suficiente, era heterogênea e hoje conseguimos ver a luz do dia”, compara o novo diretor técnico da equipe.
“Estava com saudade de casa e era extremamente complicado me comunicar com eles. Aprendi muita coisa por lá, mas o meu lugar é aqui mesmo. Antes que me pergunte, não sei falar nada em chinês”, brinca William Ariel, uma das novas esperanças do Green Team.
De Bail garante que é brasileiro
Um na Espanha e dois na Rússia transformaram o ala De Bail em um verdadeiro poliglota. Nascido em Itaqui-RS é nítido o sotaque pesado do Sul, mas a situação se complica mais ainda quando ele mesmo tropeça na quantidade de informação quando precisa falar o português. São dez anos longe do país natal.
Para não correr riscos, a fala é pensada e pausada. Fica difícil acreditar que o jogador é brasileiro. “Fiquei muito tempo fora e são línguas muito diferentes da nossa. Dei graças a Deus quando a oportunidade de voltar apareceu”, conta.
Os dois filhos pequenos, no entanto, não precisarão se importar com idiomas, pois mesmo com as viagens do pai, houve a preocupação de que eles nascessem em um lugar de linguajar fácil. “O de cinco anos é espanhol, mas a de um é do Brasil mesmo”, conta De Bail.