Uma foto de Neymar em tamanho real ao lado da televisão e um altar montado para os jogadores com direito a vela, oração e santo pintado de verde e amarelo. Toda essa preparação para receber a seleção brasileira e os 30 amigos que se dispuseram a assistir ao jogo inaugural da Copa na casa da dona Marilza Guimarães – a patriota.
A casa dela, em Sobradinho II, é brasileira no sentido literal da palavra. Todas as paredes são pintadas e personalizadas com as cores da bandeira. Tanto que nem o banheiro ficou de fora. A tampa do vaso sanitário é amarela, a lâmpada é verde e até o papel higiênico entrou na moda.
“O ano inteiro é assim. Só não fico mais feliz porque não consegui garantir o meu ingresso para ver a seleção no estádio”, lamenta a torcedora, vestida de verde e amarelo dos pés à cabeça.
Marilza exibia com orgulho uma das várias camisas da seleção assinadas pelo Zico. Esse amor todo pelo futebol veio do pai, já falecido.
“Se eu pudesse fazer com que todos os meus filhos fossem jogadores, faria. Futebol é a minha vida”, afirma a auxiliar de enfermagem.
Cuidado extra
Emocionada após o Hino Nacional e desesperada com os lances de quase gol do Brasil, Marilza tinha ao seu lado um amigo, o enfermeiro Carlos Oliveira, que portava um aparelho de pressão. “Se o coração parar, a gente dá um jeito de fazê-lo bater de novo”, disse o enfermeiro.