Eleito o melhor goleiro da Copa das Confederações e titular da seleção brasileira, Júlio César está de malas prontas para atuar na nada expressiva MLS (Liga Americana de Futebol). Encostado no Queens Park Rangers, que disputa a segunda divisão do Campeonato Inglês, o camisa 1 encontrou no Toronto a salvação para ir a campo no ano do Mundial no Brasil.
A transferência do único nome garantido na Copa – como frisou o técnico Felipão ainda no ano passado – para o futebol canadense reforça a tese de que a seleção brasileira de 2014 está longe de ser uma das mais empolgantes da história.
Além de Julio Cesar, outros vários titulares da amarelinha estão a serviço de times pouco significantes no cenário mundial. O volante Luiz Gustavo, por exemplo, teve de buscar espaço no Wolfsburg, atual sexto colocado da Liga Inglesa – ele ficou sem espaço no Bayern de Munique após a chegada do técnico Pep Guardiola.
Outras figuras carimbadas de Felipão para o Mundial dividem cenários pouco desejáveis do futebol mundial: Hulk atua na Rússia, Bernard na Ucrânia e Paulinho busca status na sexta força da Premiere League, o Tottenham-ING.
Diferença
Na Copa de 2010, na África do Sul, o panorama era outro. Na partida de despedida do Brasil contra a Holanda, só dois jogadores estavam em times de pouca vitrine. Gilberto Silva, do Panathinaikos-GRE, e Luís Fabiano, do Sevilha-ESP. A sequência era: Júlio César (Inter de Milão); Maicon (Inter de Milão), Lúcio (Inter de Milão, Juan (Roma) e Michel Bastos (Lyon), Felipe Melo (Juventus), Daniel Alves (Barcelona) e Kaká (Real Madrid) e Robinho (Santos).
Confiança
Felipão disse, ontem, estar “tranquilo” quanto às possibilidades de o Brasil conquistar o hexacampeonato na Copa do Mundo deste ano. “Não é difícil que a gente chegue lá. Não tem nada de difícil para mim, nesse momento, para ser campeão do mundo no Brasil, mas temos que provar que somos melhores.”