Do banco de reservas, Luiz Felipe Scolari viu uma aula de futebol da Alemanha, dirigida por Joachim Low, na semifinal da Copa do Mundo. Ao final da campanha brasileira no torneio, o treinador disse não precisar de reciclagem e lembrou a própria trajetória.
No comando da Seleção Brasileira, Felipão conquistou a edição de 2002 da Copa do Mundo. Quatro anos depois, pela equipe portuguesa, terminou na quarta colocação. Em 2014, de volta ao time canarinho, manteve a rotina de alcançar pelo menos a semifinal.
“Disputei três Copas do Mundo e sempre cheguei entre os quatro melhores. Ganhei uma e cheguei na semifinal nas outras duas. Portanto, não estou em uma situação em que possa ficar lamentando a minha vida inteira. No futebol, muitas vezes um minuto ou uma situação qualquer inverte tudo”, afirmou.
Para o treinador, a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo sediada pelo País é positiva, apesar da humilhante derrota diante da Alemanha. Pentacampeão em 2002, o técnico gaúcho preferiu destacar o retorno a uma semifinal depois de 12 anos de espera.
“O resultado de 7 a 1, como já falamos, é o pior da história. Sei disso, mas tenho que ver o lado positivo. Nas Copas do Mundo de 2006 e 2010, não chegamos entre os quatro melhores, algo que conseguimos agora. Eu vejo meu lado positivo. A pessoa que cai e não levanta é derrotada”, declarou.
A derrota vergonhosa diante da Alemanha na semifinal motivou alguns críticos a apontarem um suposto atraso da Seleção Brasileira e de Luiz Felipe Scolari em relação ao futebol europeu. Questionado se precisa se reciclar no exterior, o técnico negou.
“Eu? Em 2013, ganhei a Copa das Confederações. Isso significa que os outros treinadores deveriam ter vindo se reciclar no Brasil? Não. Ganhamos a Copa das Confederações e ficamos entre os quatro melhores do Mundial. Nossa equipe tem uma dificuldade a mais porque estamos revelando menos e o time ainda é novo”, alegou.