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Futebol

Scolari nega estar ultrapassado e lembra três semifinais de Copa

Arquivo Geral

12/07/2014 21h15

Do banco de reservas, Luiz Felipe Scolari viu uma aula de futebol da Alemanha, dirigida por Joachim Low, na semifinal da Copa do Mundo. Ao final da campanha brasileira no torneio, o treinador disse não precisar de reciclagem e lembrou a própria trajetória.

No comando da Seleção Brasileira, Felipão conquistou a edição de 2002 da Copa do Mundo. Quatro anos depois, pela equipe portuguesa, terminou na quarta colocação. Em 2014, de volta ao time canarinho, manteve a rotina de alcançar pelo menos a semifinal.

“Disputei três Copas do Mundo e sempre cheguei entre os quatro melhores. Ganhei uma e cheguei na semifinal nas outras duas. Portanto, não estou em uma situação em que possa ficar lamentando a minha vida inteira. No futebol, muitas vezes um minuto ou uma situação qualquer inverte tudo”, afirmou.

Para o treinador, a campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo sediada pelo País é positiva, apesar da humilhante derrota diante da Alemanha. Pentacampeão em 2002, o técnico gaúcho preferiu destacar o retorno a uma semifinal depois de 12 anos de espera.

“O resultado de 7 a 1, como já falamos, é o pior da história. Sei disso, mas tenho que ver o lado positivo. Nas Copas do Mundo de 2006 e 2010, não chegamos entre os quatro melhores, algo que conseguimos agora. Eu vejo meu lado positivo. A pessoa que cai e não levanta é derrotada”, declarou.

A derrota vergonhosa diante da Alemanha na semifinal motivou alguns críticos a apontarem um suposto atraso da Seleção Brasileira e de Luiz Felipe Scolari em relação ao futebol europeu. Questionado se precisa se reciclar no exterior, o técnico negou.

“Eu? Em 2013, ganhei a Copa das Confederações. Isso significa que os outros treinadores deveriam ter vindo se reciclar no Brasil? Não. Ganhamos a Copa das Confederações e ficamos entre os quatro melhores do Mundial. Nossa equipe tem uma dificuldade a mais porque estamos revelando menos e o time ainda é novo”, alegou.

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