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Futebol

São Paulo isenta restaurante do hotel de tentativa de dopagem

Arquivo Geral

20/09/2007 0h00



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Mesmo depois de quase ter sido envolvido num caso de doping, o São Paulo descartou qualquer providência contra o hotel em que ficou hospedado na Argentina. Segundo o médico José Sanchéz, o responsável pela comida fornecida aos atletas justificou que a papoula, semente classificada como substancia dopante, fora colocada no feijão sem intenção, apenas como adereço.

“A gente chegou meia hora antes e viu no feijão (a papoula). É muito difícil observar no caldo, por isso preferimos não comer”, explicou o médico, que também isentou o hotel de qualquer culpa pelo episódio. “É um caso isolado. O chef do hotel nos explicou que não colocou as sementes no feijão para dar sabor, mas sim para adornar a comida”, completou.

Já sobre as conseqüências que o São Paulo enfrentaria caso os jogadores tivessem ingerido a papoula, José Sanchéz explicou que o clube não teria como escapar da punição. “Se tivéssemos comido, tínhamos que jogar e torcer para não sermos pegos. Não tinha como justificar o erro, teria que sentar e conversar com a diretoria sobre o que fazer nesta situação. Felizmente não aconteceu”, declarou, aliviado.

Os jogadores que quase protagonizaram um caso de doping em massa, porém, mostraram desconhecimento com relação ao episódio. “Ninguém comeu não. Na verdade, fiquei sabendo disso agora. Acho que tinha algum pão com papoula, né?”, comentou o atacante Hugo, que foi em seguida informado que o alimento “contaminado”, na verdade, era o feijão.

“Não ficamos sabendo de nada, só quando chegamos aqui. Felizmente não comemos (a papoula)”, relatou o atacante Dagoberto quando deixava o aeroporto de Cumbica. O discurso de alívio, aliás, foi seguido pelos companheiros, como o zagueiro Miranda. “Quando chegamos para comer já estava tudo definido. Não chegamos a comer nada”, resumiu o defensor.

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