O torcedor são-paulino foi para o intervalo do clássico contra o Corinthians preocupado. Isso porque o goleiro Rogério Ceni sentiu uma lesão muscular panturrilha e na saída do campo, disse que dificilmente voltaria para a etapa complementar. Mas mesmo estando nitidamente com dores e com seus movimentos limitados, o camisa um atuou todo o segundo tempo, quando o Tricolor acabou levando um gol e perdendo o jogo.
Após o jogo, o médico do São Paulo, José Sanches, já confirmou que ele está fora do jogo contra o Millionarios, na Colômbia, nesta quarta-feira, pela Copa Sul-americana. Mas ele negou que o goleiro tenha voltado para o campo obrigado. “Ele é um jogador muito exigente e muito experiente. Fizemos um teste no vestiário e se tivesse algum problema, ele pediria para sair. Mas é uma situação muito difícil para o médico, pois dor é totalmente subjetivo.”
O técnico Muricy Ramalho seguiu o mesmo caminho. Segundo ele, o reserva Fabiano, de apenas 19 anos, poderia ter entrado no jogo sem problemas. “Aqui ninguém joga na marra. Temos toda uma equipe médica. Se ele ficou em campo é porque tinha condições. O outro goleiro estava pronto para entrar, se precisasse.”
Para os jogadores do São Paulo, a persistência de Rogério Ceni serviu até mesmo como exemplo. “O Rogério foi um guerreiro e nos passou tranqüilidade em todo o momento. Ele até fez algumas defesas e acho que lesão não atrapalhou”, explicou o zagueiro Alex Silva.