O São Paulo apresentou nesta terça-feira o projeto para o Morumbi se adequar às exigências da Fifa e receber os jogos da Copa do Mundo de 2014. Dentro das mudanças propostas pela entidade máxima do futebol – como o aumento da área de imprensa, construção de uma área VIP, mudanças nas áreas de entrada do público, entre outras – o Tricolor mostrou audácia e fala em construir até uma cobertura para o setor de arquibancadas de seu estádio.
“O São Paulo não gosta de colocar probabilidade só por colocar. Essa cobertura é quase um compromisso, através de parcerias. Os mais otimistas falam que a cobertura pode ficar pronta bem antes da Copa”, afirmou Ruy Ohtake, arquiteto responsável pelo projeto das reformas da arena tricolor. “Sem a cobertura, o Morumbi já atende aos requisitos da Fifa”, emendou.
Nos últimos meses, surgiram notícias de que a Federação Paulista de Futebol poderia construir um novo estádio em São Paulo, que seria cedido ao Corinthians. Porém, o presidente do Tricolor, Juvenal Juvêncio, deixa clara sua confiança em ver o Morumbi como sede da Copa do Mundo de 2014. “Tenho absoluta convicção disso”, avisou.
Segundo o projeto, o Morumbi estará pronto em junho de 2013 para a disputa da Copa das Confederações, considerado um evento-teste para a Copa do Mundo do ano seguinte. Por enquanto, valores do investimento não são considerados uma preocupação para o máximo dirigente do Tricolor.
“Não poderíamos pensar nos projetos finalizados e nos gastos antes da definição da sede da Copa do Mundo”, despistou Juvenal Juvêncio, que garante ter conversas sobre parcerias com a iniciativa privada para viabilizar as obras da casa são-paulina. “Somos procurados fortemente por empreendedores para caminharmos juntos”, completou.
Com todas as reformas, a capacidade do Morumbi em receber o público comum ficará ainda mais reduzida: 62 mil pessoas. Mesmo assim, o estádio permanece acima do limite mínimo de capacidade exigida pela Fifa para o jogo de abertura e de encerramento da competição, que é de 60 mil pagantes.
Apesar da grandeza do projeto, Juvenal Juvêncio classificou as futuras obras apenas como um processo de modernização do Morumbi. Para ele, deve-se destacar a evolução da infra-estrutura nas imediações da arena são-paulina, principalmente na questão do transporte, que vai ganhar um estacionamento – de quatro pavimentos e capacidade de 4.800 lugares – e a linha do metrô já em construção pelo governo paulista.
“Só com a construção dessa estação, que estará pronta em 2011, o Morumbi ficaria adequado na questão do transporte. Ainda por cima, o metrô ficará a uma distância de 1.100 metros do estádio, distância menor exigida pela Fifa, que é de 1.500 metros”, lembrou Ruy Ohtake.