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Futebol

Rogério Ceni descarta descanso nas últimas rodadas

Arquivo Geral

03/11/2007 0h00

Depois da confirmação da conquista do Campeonato Brasileiro na última quarta-feira, o São Paulo passou a cogitar a escalação de jogadores menos utilizados nos quatro últimos compromissos, dando assim “férias antecipadas” aos titulares. O principal deles, Rogério Ceni, no entanto, não vê problemas em defender a camisa tricolor na reta final da competição.

“Eu estou a disposição. Por mim, jogaria estes últimos jogos, mas ainda vamos conversar e definir. Pretendo trabalhar até dezembro e não posso me dar ao luxo de, na minha idade, ficar parado. Até porque quero melhorar a minha condição física para o ano que vem”, destacou o camisa um são-paulino.

Se não for “vetado” pelo treinador Muricy Ramalho para as últimas partidas, o goleiro Rogério Ceni defenderá o São Paulo contra Juventude (em Caxias do Sul), Grêmio, Botafogo (ambos na capital paulista) e Atlético Parananense (em Curitiba). A primeira partida será na próxima quarta-feira, no Alfredo Jaconi. No Brasileirão, o capitão do Tricolor só não atuou diante do Fluminense, em 13 de outubro, quando estava contundido e foi substituído por Fabiano.

Além do temor pessoal, Ceni tem outro bom motivo para seguir no gol são-paulino: o conforto dado pelo atual sistema defensivo. Na opinião do goleiro, o setor, que só sofreu 13 gols em 34 jogos, é o melhor de toda a sua carreira.

“Foi a melhor defesa que joguei em 17 anos de carreira. O Lugano era um cara fantástico e me deixou saudades, mas os quatro que temos também são”, decretou o goleiro, lembrando de Breno, André Dias, Miranda e Alex Silva, que compõem o setor defensivo ao lado de Richarlyson e Hernanes.

Os dois volantes, aliás, também foram destacados pelo capitão tricolor. “O Hernanes e o Breno são fantásticos, mas me sinto no direito de comentar também que colocaram a saída de Mineiro e Josué como o fim. Só que Richarlyson e Hernanes foram dois pilares e sustentaram a saída de dois jogadores que deixaram história aqui”, complementou.

Já quando questionado se votaria em si mesmo para a eleição do Campeonato Brasileiro, o goleiro se esquivou. “Gostaria de dar meu voto, mas seria injustiça com o restante do grupo. Só no São Paulo eu teria uns sete jogadores para votar. Mesmo assim, espero que o prêmio de grande jogador seja para um atleta do São Paulo”, encerrou.

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