Depois de ter sido alvo do jornalismo de fofocas nas últimas duas semanas, o volante Richarlyson abordou com naturalidade, nesta sexta-feira, a polêmica na qual foi envolvido. Seus advogados continuam estudando a melhor maneira de entrar com um processo contra o diretor administrativo do Palmeiras, José Cyrillo Júnior, que citou o são-paulino como sendo o jogador de futebol que estaria planejando assumir a homossexualidade.
“Fiquei chateado, mas encaro como mais um obstáculo a ser superado na vida. Ainda bem que tenho uma ótima base de sustentação e uma ótima família. Tudo isso só me fortaleceu e não deixei nada atrapalhar meu rendimento em campo”, afirmou o jogador, que decidiu morar no CT por uns tempos para evitar ser seguido por fofoqueiros e paparazzis.
O jogador do São Paulo preferiu não especular sobre os motivos que levaram o diretor palmeirense a envolvê-lo nesta confusão. Em 2005, o jogador esteve próximo de acertar com o Palmeiras, mas preferiu assinar contrato com o São Paulo.
“É difícil avaliar o que passou na cabeça dele (Cyrillo). Não sei se existiu maldade ou desejo de vingança. Acho que a pior coisa foi a forma pejorativa como ele tratou o homossexualismo”, criticou Richarlyson, que, devido à suspensão de Hernanes, terá mais liberdade para atacar neste sábado, contra o Flamengo, no Morumbi.