O desmanche não pára no Cruzeiro. Após as saídas recentes do zagueiro Gladstone, o meia Marcinho e o atacante Diego, todos para o futebol europeu, quem acertou o seu desligamento da Raposa nesta segunda foi o volante Ricardinho. Espécie de ‘símbolo’ celeste, o jogador preferiu quebrar o seu vínculo, que ia até o final de 2008, após ser vaiado pelos torcedores na vitória de 3 x 1 sobre o Vasco, no sábado.
“Isso já estava na minha cabeça há mais ou menos um mês. Só que o time estava numa fase difícil e eu preferi esperar o momento certo. São mais de 400 jogos aqui no Cruzeiro e acho que tudo tem um fim. O meu ciclo aqui dentro acabou”, ressaltou Ricardinho, que desde a chegada de Dorival Júnior acabou preterido em função de outras opções para o setor, como Ramires e Charles.
Ricardinho tem 440 partidas e 46 gols com a camisa celeste. É o oitavo atleta que mais vestiu a camisa do clube na história. Neste seu retorno à Toca, fez 24 partias e anotou apenas um tento, na vitória sobre o Veranópolis, pela Copa do Brasil. No discurso de despedida, descartou qualquer bronca com os fãs celestes.
“Não tenho problema nenhum com imprensa ou torcida. A torcida do Cruzeiro para mim foi ótima em todos os sentidos e a diretoria também foi sensacional. Não tenho nada o que reclamar de ninguém, todo mundo foi super gentil comigo”, destacou.
Cobrado publicamente pelos dirigentes cruzeirenses desde a eliminação na Copa do Brasil para o Brasiliense e a derrota no Mineiro para o rival Atlético-MG, Ricardinho quer abrir espaço para os mais jovens. O volante reconhece que essa sua segunda passagem não foi feliz, mas pede para os torcedores se lembrarem do primeiro período na Toca, de
“Fui muito feliz aqui no Cruzeiro por tudo o que aconteceu. Agradeço às pessoas que me ajudaram. Tenho uma história maravilhosa aqui dentro, que dificilmente outro jogador consegue. Vai ficar a saudade e espero que todo mundo lembre de mim por coisas boas que fiz aqui no Cruzeiro”, definiu.