O Remo desistiu oficialmente da contratação de Givanildo Oliveira para comandar a equipe na seqüência da Série B do Campeonato Brasileiro. O motivo é o alto salário pedido pelo ex-treinador do Vitória. Com isso, o contestado Charles Guerreiro continua.
“O maior problema é o dinheiro. O Givanildo queria um valor muito alto para a gente trazer também a comissão técnica toda que trabalha com ele. Fora da realidade do Remo”, declarou o presidente do clube, Raimundo Pereira, que confirmou que Givanildo queria trazer o preparador físico Wellington Vero junto com ele, e a dupla custaria R$ 85 mil mensais.
Apesar do descarte de Givanildo, o presidente contratou um novo supervisor de futebol para, segundo ele, “ajeitar as coisas”: François Thijm, que foi goleiro do Remo na década de 60. “O François é um disciplinador. Tem jogador que precisa jogar mais. Vi gente aqui que não está marcando nada, enquanto o adversário pegava em cima. Daqui para a frente tudo vai mudar”, promete Raimundo, que alega sempre ter apoiado Charles Guerreiro.
“Ele sempre teve apoio da diretoria e agora, que não conseguimos trazer o Givanildo, vamos dar mais condições para o Charles. Ele é um bom treinador e com união o grupo cresce junto”, comentou o dirigente.
Além da chegada de François, outra novidade é a promessa de Raimundo Pereira de trazer seis novos reforços, em todos os setores do campo: goleiro, zagueiro, lateral-esquerdo, volante, meia e centroavante. “Eles não vão demorar a chegar”, garante.
A situação do Remo na Série B é complicada. O clube está na vice-lanterna, com 14 pontos. O presidente, no entanto, não acredita na volta à Série C. “Aposto a minha vida que o Remo não cai”.