Há 30 dias conhecendo a América do Sul e há oito sem praticamente descer do ônibus. Assim dois senhores e dois jovens estrangeiros se aventuram numa longa viagem. O destino? A capital do Brasil. O objetivo? Acompanhar a seleção do Equador por onde ela passar.
Esta tem sido a vida do grupo equatoriano que decidiu virar “mochileiro”, aproveitando a oportunidade de assistir a um Mundial pela primeira vez. Os quatro aventureiros têm ingressos garantidos para todos os jogos da primeira fase e aproveitam a estadia em Brasília para, enfim, descansar em um albergue da cidade.
“O Equador participou da Copa três vezes, as duas últimas eram muito longe (Coreia, 2002 e Alemanha, em 2006). Mas agora não tem desculpa”, conta o publicitário, Allen Vallejo. Em mãos, eles mostravam o primeiro ingresso: Suíça e Equador, no próximo domingo, às 13h no Mané Garrincha.
Segundo time
Cientes de que o Equador não deve chegar próximo ao título, eles pensam em um plano B no País, caso a eliminação precoce se confirme. “É o Brasil (a torcida deles). O melhor futebol do mundo, maior do que Argentina e Espanha”, diz o equatoriano Nestor Cabello. Ele se diz corintiano e que já atuou profissionalmente no clube local Luo-San. Nestor costuma acompanhar assiduamente o Campeonato Brasileiro e junto aos amigos conterrâneos, que também torcem por times daqui: São Paulo e Flamengo. Eles não perdem um jogo sequer na tevê.