Aos 20 minutos do segundo tempo, Gabriel cavou um pênalti de Hernanes, mal marcado pela arbitragem, e pediu a Thiago Neves para realizar a cobrança, mesmo o companheiro tendo convertido uma penalidade na primeira etapa. Contudo, a bola acabou nas mãos do jovem Fabiano, evitando o que seria o segundo gol do Flu na partida. Ao fim do jogo, o lateral admitiu o erro na cobrança, mas não deixou de destacar a pressão do time da casa.
“Eu bati o pênalti numa altura que favorece o goleiro, bati a meia-altura e isso foi feliz para ele”, analisou Gabriel, que descartou ter cobrado sem confiança. “Eu não acredito muito nessa coisa de confiança. Bati diversos pênaltis sem confiança e fiz o gol. O Renato nos dá liberdade para decidir isso (quem vai cobrar), e eu pedi para bater. Só erra quem está lá”, complementou.
Mesmo assim, isentou o companheiro e o treinador Renato Gaúcho da culpa de ter pedido para bater o pênalti. “Como eu disse, ele nos dá liberdade para conversar dentro de campo. Eu, Thiago e Somália treinamos cobranças e temos autonomia para decidir quem bate. Depende do momento”, explicou o jogador, que também fez questão de ressaltar o domínio do Fluminense durante grande parte dos 90 minutos.
“Eu vi esse jogo como meu pai costumava ver. A gente alugou o meio-campo deles os dois tempos. Só a gente atacou”, analisou. “Hoje foi uma fatalidade a bola não ter entrado. A gente jogou a muito e só não conseguiu a vitória por causa disso”, complementou, lamentando o empate em 1 x 1 diante da torcida, que lotou o Maracanã neste sábado.
Além disso, Gabriel acredita que o Fluminense não pode desanimar só porque já tem a vaga assegurada na Taça Libertadores. “A pretensão é continuar crescendo, independente de não ter mais o que buscar no Campeonato Brasileiro. Acho que sempre que fizermos uma boa atuação vai ser importante, principalmente por nos ajudar no ano que vem”, encerrou.