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Futebol

Queda gradativa da média põe em xeque possível recorde de gols na Copa

Arquivo Geral

07/07/2014 19h32

Durante a fase de grupos da Copa do Mundo, cogitou-se a possibilidade de a 20ª edição ser a que mais balançou as redes em toda a história do torneio. A marca histórica, porém, pode não ser alcançada devido à queda da média de gols no mata-mata em relação à fase de grupos. Isto por causa do equilíbrio dos jogos decisivos até aqui.

Na primeira fase os 136 gols colocaram a “Copa das Copas” entre as mais recheadas, com a incrível média de 2,83 comemorações por jogo. Mas os duelos seguintes diminuíram drasticamente os Armerations e nem a Arena Fonte Nova (ou “Fonte de Gols”, como passou a ser chamada) deu conta de manter em alta a média, que no mata-mata até aqui foi de 1,91 bola na rede por partida.

Se a tendência for mantida, o Mundial disputado no Brasil não assumirá o posto de mais produtivo entre todas as edições. O ranking é liderado pela Copa disputada na França em 1998, a primeira a ser disputada no atual formato com 32 seleções. Na ocasião, o torneio vencido por Zidane e cia. teve 171 gols anotados. Na atual edição, com quatro jogos restantes, foram 159 gritos de gol em solo verde e amarelo.

A rodada inicial do Mundial empolgou os torcedores com 49 gols marcados, com média de 3,06 em cada um dos 16 jogos disputados. O número foi impulsionado pelas goleadas de Holanda e Alemanha sobre Espanha e Portugal, respectivamente, mas as estatísticas seguintes caíram gradativamente.

A segunda rodada apresentou leve queda na quantidade de gols: 45 foram anotados e a média, assim, passou a 2,8 barbantes balançados por partida. Na terceira, a fase de grupos foi decidida por 42 tentos, com média de 2,6 comemorações por duelo. Durante as oitavas de final, o equilíbrio dos cinco jogos resolvidos após o tempo regulamentar também influenciou na quantidade de bolas na rede.

Em oito encontros válidos pela primeira fase do mata-mata, apenas dois não foram decididos pela diferença mínima de um gol (Colômbia sobre o Uruguai e França sobre a Nigéria). Dos jogos restantes, cinco foram à prorrogação e dois aos pênaltis, exemplificando a paridade das forças. Os 18 gols anotados deixaram a média da rodada em 2,25 por partida.

Os duelos das quartas de final foram ainda menos produtivos, dando continuidade ao encolhimento dos gritos de gol. Apesar das fortes emoções em todos os jogos, a brazuca ultrapassou a linha derradeira apenas em cinco oportunidade, 1,25 vez por partida. Assim, para a Copa disputada no Brasil virar artilheira, é preciso que Brasil, Alemanha, Holanda e Argentina façam a festa da torcida ao menos 12 vezes nos quatro embates restantes.

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