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Futebol

Presidente Márcio Della Volpe comenta construção de nova arena

Arquivo Geral

06/08/2014 12h10

O presidente da Ponte Preta Márcio Della Volpe, em entrevista ao Fox Sports Rádio, do canal Fox Sports, concedida nesta terça-feira, comentou sobre o desejo de construir uma nova arena para a Macaca e discorreu sobre as perspectivas quanto ao atual estádio Moisés Lucarelli, localizado na região central de Campinas (SP).

O estádio, chamado de Majestoso por ter a terceira maior capacidade do Brasil na época de sua inauguração, em 1948, perdia em magnitude apenas para o Pacaembu, em São Paulo, e São Januário, no Rio de Janeiro. Recentemente, teve sua capacidade reduzida para 20 mil expectadores por questões de segurança.

Na atual temporada, a equipe ponte-pretana não é a única a utilizar o campo, cedido ao Red Bull para a disputa da Série A2 do Campeonato Paulista. “Fechamos contrato de três anos com eles para ficarem mandando os jogos no campo da Ponte”, explicou o cartola.

Sobre o projeto da nova obra, o presidente se mostrou otimista. “Demos um pontapé inicial para deslanchar essa arena. O prefeito de Campinas encaminhou, nesta segunda-feira, um projeto de lei que vai modificar o uso da área, tornando-a um espaço comercial, já que, segundo a doação que recebemos, era apenas para ser estádio e clube. O terreno fica ao lado da Rodovia Anhanguera, próximo ao CT da Ponte Preta”, comunicou Della Volpe.

Visando os planos futuros de constituição da nova casa, o presidente não demonstrou ressentimento algum ao ter que, eventualmente, desfazer-se do Moisés Lucarelli. “Tem que vender, o estádio está localizado em uma área central. Quanto à nova arena, ela é nossa. Daremos o direito de exploração para a empresa durante 30 anos, após isso, o estádio fica para nós, para conseguirmos dar sustentação ao clube”, comentou.

Ao ser questionado sobre a função da Ponte em servir de sede à seleção portuguesa durante a Copa do Mundo, Márcio rechaçou qualquer melhora promovida pela Fifa nas dependências do clube. “As modificações não aconteceram no estádio e sim no centro de treinamento, que ficou fantástico. Gramado, vestiários, tudo foi modificado. Não foi a Fifa que patrocinou, e sim uma parceira da prefeitura com a iniciativa privada que acabou reformando o espaço, mas a Fifa não pôs um tostão na obra”, garantiu.

Com opiniões contundentes e colocações precisas, o presidente ponte-pretano, utilizando-se da experiência com relação ao viés administrativo do futebol, comentou a precária situação do Flamengo, que atualmente amarga a lanterna da competição, configurando-se como sério candidato ao rebaixamento. “A solução do Flamengo, pela tentativa de gestão positiva que está ocorrendo, mediante ao pagamento de dívidas fiscais, talvez seja cair para a Série B. Na segunda divisão, a equipe vai passar por uma temporada de férias para ajustar as finanças e melhorar no ano seguinte”, comentou.

Para exemplificar a redução nos gastos, motivada pelo descenso à segunda divisão, o presidente contou as mudanças que ocorrerão sob sua administração. “Eu cai para a Série B com uma folha de pagamentos de R$ 3 milhões. Hoje em dia, a Ponte Preta enxuta custa R$ 1,8 milhões por mês, levando em conta a equipe, o clube social e tudo que pertence a Ponte Preta”, atestou.

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