Os protestos da torcida do Náutico após a goleada sofrida para o Cruzeiro, nesta quarta-feira, continua com desdobramentos nos Aflitos. Depois de Kuki pedir para se afastar do clube e ameaçar deixar o Timbu, o presidente Ricardo Valois, outro muito criticado, convocou a imprensa para negar o rótulo de “ladrão” colocado pela torcida.
“Podem dizer que errei nas contratações, mas não me xingar de ladrão. O balanço financeiro da temporada 2006 foi publicado em um jornal da cidade e tudo o que entrou e saiu do clube nesta temporada já passou pelo crivo do Conselho Deliberativo”, declarou Valois, que distribuiu para a imprensa o balanço das contas do clube em 2007.
Valois também revelou que a maioria das receitas previstas para 2007 foram adiantadas para sanar dívidas do ano passado. “Antecipamos cerca de R$ 2,8 milhões. Depois da Série B de 2005, o Náutico ficou apenas com mil sócios em dia e precisava tocar o barco para frente. Conseguimos levar a situação adiante até o fim do campeonato de 2006, mas precisávamos pagar a premiação dos jogadores pelo acesso à Série A e os quatro meses de salários atrasados dos funcionários do administrativo”, disse o presidente, que voltou a reclamar da verba de R$ 3 milhões que o Clube dos 13 destina ao Náutico.
Em 2007, o Timbu contratou 39 jogadores e dispensou 18, mas isso não foi suficiente para melhorar o rendimento da equipe, atualmente na lanterna do Campeonato Brasileiro. Segundo Valois, o clube teve azar. “Não levamos sorte em muitas contratações. Quem não traria o Baiano, que foi titular do Santos, Palmeiras e Boca Jrs?! Infelizmente, aqui no Náutico ele não jogou. Se essa grande quantidade de jogadores foi trazida é porque os outros não resolveram”.