Fechou de vez o tempo entre o Grêmio e o Atlético-PR. Tudo começou no jogo entre os dois times no último sábado, quando empataram em 1 x 1, no estádio Olímpico, pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro. Nesta partida, o Furacão perdeu dois jogadores contundidos, ainda no primeiro tempo. Alex Mineiro sofreu uma fratura no nariz após entrada de Tcheco, enquanto Evandro perdeu quatro dentes.
Neste domingo, o presidente conselho gestor do clube paranaense, João Augusto Fleury da Rocha, divulgou uma nota de repúdio contra o Tricolor gaúcho, onde acusava o clube de ‘selvageria’. Mas o contra-ataque veio nesta segunda-feira, quando o presidente do Grêmio, Paulo Odone, respondeu às acusações de seus pares do Atlético.
“Eu vi essa batida com o Alex Mineiro e me preocupei porque houve atendimento médico, mas foi um choque entre dois jogadores, que infelizmente acontece no futebol. A outra jogada também. Não houve dolo ou má fé. Não foi uma partida violenta que justificasse o clima dessa nota. Pareceu-me de um amadorismo, de uma ingenuidade, de quem não é do futebol. Esse presidente do Conselho Gestor que assina, eu não o conheço, mas não deve ser do futebol”, afirmou o Odone.
No entanto, o que irritou mais o mandatário do clube gaúcho, em que João Augusto Fleury da Rocha acusa a direção e a comissão técnica do Grêmio de apoiarem “toda a súcia de mal feitores que pretendem fazer do futebol um meio para extravasar o seu instinto animalesco”.
“Engula essa frase de volta se está se referindo a alguém do Grêmio, seja da comissão técnica, seja dos atletas ou seja da direção. Assumo eu isso. Volte pra casa, reflita, pense. Ou larga o futebol, deixe pra quem conhece, ou então meça antes o que vai dizer e publicar. Eu não vou fazer polêmica, alimentar esse tipo de coisa. Lamento que tenha acontecido, mas sou obrigado como presidente do Grêmio a defender aos meus atletas, a minha comissão técnica e o clube em si”, concluiu.