Espanha e Itália medirão forças nesta quarta-feira, no estádio Vicente Calderón, em Madri. E o técnico da Azzurra, Cesare Prandelli, já teme a expectativa que o amistoso entre as duas seleções poderá gerar para a Copa do Mundo no Brasil.
“Seria melhor se não houvesse o jogo”, admitiu o treinador durante evento em Milão. “Vamos ter algumas dificuldades, mas temos que fazer que nem na Copa das Confederações: forçar os campeões do mundo a se defender”, receitou, relembrando-se da derrota nos pênaltis.
Perguntado sobre a convocação, Prandelli afirmou que tudo ainda está em aberto. Até agora, a lista exclui o volante De Rossi, da Roma, o atacante Cassano, do Parma, e inclui o zagueiro Chiellini, da Juventus, que reclama por estar disputando o título italiano.
“Ainda há dois meses para o final da temporada, não excluí ninguém; Quando um jogador está à disposição, tenho o direito de convocá-lo”, respondeu o comandante, mas se esquivando de polêmica mais séria com Antonio Conte, à frente da Juve.
Sobre o Mundial de 2014, Prandelli cravou o objetivo italiano: “Passar para os mata-matas é o mínimo”. E também começou a sinalizar para uma renovação contratual. “Vamos decidir em meados de março, mas há uma nova perspectiva. Tenho que estar 100% convencido do projeto”, finalizou.
A delegação da Itália desembarcou na capital espanhola nesta segunda. Houve um treino no CT do Real Madrid. Amanhã, o elenco fará um reconhecimento do Vicente Calderón, casa do Atlético de Madri. O duelo está marcado para as 18 horas (de Brasília) da quarta.