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Futebol

Pela oitava vez, sai Vanderlei e entra Galvão no Atlético-MG

Arquivo Geral

11/07/2007 0h00

Motivo de irritação da torcida, a camisa 9 do Atlético-MG vai ter mais um dono no próximo sábado, quando a equipe enfrenta o Sport, na Ilha do Retiro. No treino de terça-feira, o técnico Zetti confirmou mais uma alteração no ataque. Pela oitava vez na temporada, sai Vanderlei e entra Galvão nos 11 iniciais. Vale tudo para acabar com a maldição dos centroavantes alvinegros.

“O Galvão vinha jogando, teve uma participação excelente em alguns jogos e, nos dois últimos, ficou um pouco abaixo do que a gente esperava. Teve oportunidade o Vanderlei, iniciou duas partidas jogando, enfim, é questão da semana”, disse Zetti, sem nenhuma convicção.

O camisa 9 não consegue fazer um gol no Galo desde o duelo de ida frente o Avaí, ainda pela Copa do Brasil. Zetti mostra que a solução é ter um rodízio dentro do elenco, como fazia o antecessor Levir Culpi. Sem explicação lógica para o pífio desempenho dos sucessores de Marinho, artilheiro atleticano da última Série B com 17 gols, a tática é mudar constantemente o homem de frente para não pesar a torcida.

“Na semana que antecedeu esse jogo contra o Grêmio, o Galvão esteve muito bem, fez um jogo-treino com a equipe de base e teve uma performance muito boa. A gente vê que está voltando com essa vibração novamente e acho que é o momento dele retornar à equipe e dar continuidade ao trabalho. Fizemos também um trabalho à parte com ele na preparação física para ter o Galvão em uma condição excelente”, completou o treinador.

Éder Luís, titular absoluto da posição, e o garoto Paulo Henrique honraram o ataque e deixaram suas marcas no Brasileirão. Vanderlei e Galvão têm vivido com uma dura rotina de críticas, vaias, ofensas e substituições. Em dez partidas do Brasileirão, apenas em duas delas o camisa 9 não saiu de campo mais cedo. Zetti faz a sua parte e tenta motivar seus atletas. “Claro que atacante tem de sempre de marcar, ou pelo menos finalizar. Não cobro quando erram, cobro quando não chutam”, ressaltou.

O treinador elogia sua dupla de centroavantes, exaltando suas qualidades ofensivas. “No Brasileiro, tem de jogar feio e esperar o erro do adversário. Mas, para a minha equipe, é muito pouco esperar o erro do adversário. Temos de ser mais ousados e jogar para a frente. E assim é natural que a gente corra mais riscos”, explicou.

Ao que parece, o elenco concorda com as teorias do chefe. O meia-atacante Danilinho acha que o ritmo vem caindo e isso dificulta o trabalho dos atacantes. “Tem faltado encaixar os passes e a velocidade É natural que, com o time mais lento, fica mais fácil para o adversário. Eles vêm aqui para nos marcar e aproveitar os nossos erros. Temos de fazer isso também, nos defender e buscar o contra-ataque”, concluiu.

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