A classificação sofrida, conquistada após uma alucinante disputa de pênaltis, levou os torcedores presentes no bar
Serpentina Zero Grau, no Sudoeste, à loucura. No segundo tempo, principalmente, quando o jogo ganhou em emoção, deixou a todos com os nervos à flor da pele.
Após o erro de Jara, que bateu seu pênalti na trave, um dos mais felizes era o educador físico Igor Felipe. Com lágrimas nos olhos, Igor parecia não acreditar na classificação heroica. “Sem comentários para este jogo. Foi difícil demais, mas agora eu estou feliz”, diz.
A namorada de Igor, a estudante Daiane Ribeiro, viu o resultado como uma oportunidade de o Brasil crescer no decorrer da Copa do Mundo.
“É um resultado que serve para conscientizar o Brasil de que os times também vão fazer gols e marcar bem. Acho que, a partir de agora, os times vão jogar ainda melhor e trazer mais dificuldades para o Brasil”, frisa.
CHI CHI CHI LE LE LE
Na Asa Norte, um grupo de 40 torcedores, em sua maioria formada por chilenos, reuniu-se no Caleuche, na quadra 310.
Com muita cerveja, caipirinha, bandeiras e chapéus coloridos, eles não economizavam gritos quando uma chance de gol surgia.
Após o martírio da prorrogação e o desespero dos estrangeiros nos pênaltis, ao final do duelo, o chileno Alejandro Cabeza se conformou com a eliminação diante da seleção pentacampeã.
“Estou orgulhoso do meu time. Jogamos muito”, disse o músico, que antes da partida demonstrou confiança na vaga para as quartas de final.