Ídolo no São Paulo durante a primeira metade da década de 90, Palhinha fez parte da geração mais vitoriosa do clube durante o século XX, com a conquista do bicampeonato da Libertadores e do Mundial Interclubes em 92 e 93. Deste então, o Tricolor passou por um período de estagnação, mas voltou a conquistar o país, o continente e o mundo a partir de 2005.
Porém, o time dos três últimos anos ainda está aquém do que encantou o país há 15 anos. Segundo o ex-meia, que passou ainda por América-MG, Cruzeiro, futebol peruano e diversas outras equipes, a geração liderada por Rogério Ceni está alguns passos atrás da equipe comandada por Telê Santana, Raí e Zetti.
“Acho que ainda não tem comparação. Em termos de qualidade individual, o time de 92 vai demorar um pouquinho para ser batido. O time do São Paulo é de grupo e tem qualidade, mas não chega na qualidade individual que aquele time tinha”, afirmou o ex-jogador, em evento beneficente nesta quinta-feira no Morumbi.
Mesmo assim, Palhinha não tirou o mérito da conquista da equipe de 2007 – ainda sem esquecer dos antigos ídolos. “A gente fica muito feliz. Enquanto o São Paulo continuar vencendo e conquistando títulos importantes, nós que fizemos uma história dentro do clube vamos continuar sempre sendo lembrados como parte de um clube vencedor como o São Paulo”, explica.