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Futebol

Para Muricy, parte financeira compensa ida de Ilsinho para a Ucrânia

Arquivo Geral

25/07/2007 0h00

Acostumado a respeitar o espaço de seus jogadores, Muricy Ramalho procurou falar pouco com o lateral Ilsinho nesta terça-feira, dia que pode ter marcado a despedida do atleta do São Paulo. Ainda em dúvida, o jogador preferiu visitar o Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, antes de tomar uma decisão definitiva sobre o futuro de sua carreira. Porém, a proposta de 11 milhões de euros da equipe do leste europeu fez crescer os olhos de todas as partes envolvidas na negociação e ela dificilmente será recusada.


 


Para contribuir com a decisão do lateral-direito, o técnico da seleção brasileira, Dunga, quebrou uma barreira importante desde que assumiu o cargo na CBF. O treinador tem procurado acompanhar todos os campeonatos do mundo e não tem feito restrições aos jogadores que estão mantendo regularidade em times pouco expressivos da Europa.


 


Elano, do próprio Shakhtar Donetsk, foi titular em boa parte dos jogos disputados em 2007. E Vágner Love, do CSKA, da Rússia, recebeu até a camisa nove da seleção brasileira na Copa América.


 


“Qualquer análise sobre visibilidade é relativa. Quando você presta atenção nas cifras oferecidas, vê que o Ilsinho está indo se ‘esconder’ muito bem na Ucrânia, caso esta seja mesmo sua decisão. Não vou interferir na vida do atleta. Só disse a ele para ouvir a mãe e o pai dele, o resto são só colegas do futebol”, alertou Muricy.


 


Apesar de avisar seus atletas sobre o poder sedutor do dinheiro, Muricy Ramalho não reclamou da decisão da diretoria do São Paulo, que liberou Ilsinho do jogo contra o Sport só para que ele conhecesse seu provável futuro clube. “Isso foi correto. O jogador também não pode assinar um contrato sem ter a certeza de que vai conseguir se adaptar ao país, à alimentação e a tantas outras coisas”.

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