Após mais de três meses sem fazer gol, Paolo Guerrero marcou uma vez em cada um dos últimos dois jogos do Corinthians. Após um período machucado e outro no banco, o peruano ganhou nova chance de Mano Menezes e foi elogiado pelo chefe por conta da reação ao momento de dificuldade.
“Antes de tudo, o importante é o trabalho do jogador. Você pode fazer tudo o que está ao seu alcance, mas, se ele não entende isso, não adianta. E ele teve um comportamento exemplar”, disse o gaúcho, o segundo treinador alvinegro a aprovar com louvor a atitude do camisa 9 – Tite o fazia ainda mais efusivamente.
Guerrero continua distante de sua melhor forma técnica, mas a luta é algo que dificilmente não marca em suas atuações. Em um jogo brigado como o da noite de domingo, contra a Chapecoense, em Santa Catarina, ele brigou muito, errou, trocou agressões com um zagueiro e fez o gol da vitória por 1 a 0.
“É o único centroavante que temos. É importante em um jogo como esse um homem de força física. Ele participa de forma forte, intensa, e uma hora a bola sobra para ele, como sobrou. E ele teve a facilidade de fazer”, comentou Mano, sem planos de devolvê-lo ao banco de reservas.
“Ele voltou bem. Por isso, a ideia é de manutenção. Contra o Atlético-MG (empate por 0 a 0 na primeira rodada do Brasileiro, em Minas), sobrou uma bola parecida, e ele não faz. Mas a gente teve confiança, e a dedicação dele continua fazendo a gente dar essa confiança”, concluiu o treinador.