O jogo de número 326 da história entre Palmeiras e Corinthians escreverá um capitulo especial neste domingo, a partir das 16 horas, no estádio do Morumbi. Será o terceiro duelo do ano entre os rivais mais tradicionais do Estado na temporada em que o dérbi da capital completa seu 90º aniversário.
Para sair vitorioso pela primeira vez no ano, o Corinthians precisará resgatar o momento que vivia quando se encontraram em 30 de junho, no primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Então comandado por Paulo César Carpegiani, o Timão ainda não havia sido derrotado na competição e sonhava com a conquista do pentacampeonato.
O Palmeiras, por sua vez, vinha de cinco jogos sem vitórias e era apontado como zebra diante da equipe de Parque São Jorge. No final, com um gol do zagueiro Dininho, o Verdão somou três pontos e iniciou uma seqüência de resultados positivos, enquanto o Alvinegro entrou em profunda crise e passou dez partidas sem conseguir um único êxito.
Dar o troco no rival, colocar fim a uma série de três derrotas seguidas e iniciar a arrancada para longe da zona de rebaixamento é o pensamento que move o Corinthians. Palavra do provocador Vampeta: “Se for o caso, podemos até nos espelhar no Palmeiras do primeiro turno, pois eles não vinham bem e engataram uma boa série de vitórias depois de ganhar da gente. Se acontecer, podemos conseguir uma seqüência de duas ou três vitórias e subir algumas posições. Será bom para nós e ruim para o Palmeiras”, raciocinou.
Sem perder o bom humor, o volante mostrou confiança na recuperação do Timão no campeonato e admitiu que ainda sonha levar a equipe ao G-4, grupo dos classificados para a Libertadores de 2008. “O Corinthians nasceu para disputar títulos, mas o São Paulo já disparou e está difícil, então temos que pensar no que nos sobra, que é uma vaga na Libertadores. O risco da Segunda Divisão existe, mas não imagino o Corinthians jogando às terças e sextas”, brincou.
Pensamento semelhante mostrou o goleiro Felipe, de volta ao time depois de ser poupado na derrota frente ao Botafogo por causa de uma forte enxaqueca. “Se perdermos, corremos o risco de voltar à zona de rebaixamento e isso é perigoso nessa altura do campeonato. Palmeiras e Corinthians fazem um campeonato à parte e não há nada melhor para sair dessa situação do que ganhar do maior rival”, receitou.
Para conseguir êxito na missão, o técnico Zé Augusto, prestigiado por Antoine Gebran, mas ciente de que sua cabeça está a prêmio, fará outras mudanças na equipe. Além do retorno de Felipe, mexerá no setor de meio-campo para a volta de Rosinei, ausente desde 22 de agosto.
Devido à contusão de Gustavo Nery, Carlão deve ficar fixo na marcação pela esquerda, liberando Vampeta, Rosinei, Aílton e Héverton para uma saída em bloco em busca de Finazzi, que estará isolado no ataque.
“Espero que possamos ter mais concentração e que possamos repetir o futebol apresentado na vitória sobre o Santos. Treinador vive de resultados e eu não sou diferente, por isso espero uma vitória sobre o Palmeiras para ter mais tranqüilidade para dar seqüência no trabalho”, disse José Augusto.
Motivação
“Vai ser um jogão, bom de assistir. Se eu fosse torcedor não iria perder por nada. Até pay-per-view eu pagaria”. Com bom humor parecido ao de Vampeta, o goleiro Marcos faz uma síntese mais que perfeita do que os palmeirenses esperam para o clássico de domingo. Na quinta colocação com 40 pontos, a equipe precisa da vitória para seguir na briga por uma vaga na Copa Libertadores. O tropeço de 2 x 1 para o Atlético-PR, na Arena da Baixada, pesou , mas o discurso em relação ao rival é de respeito.
“Clássico não tem favorito e precisamos de toda a atenção necessária para sair com uma vitória. No primeiro turno, o Corinthians vinha melhor que nós na competição e acabamos vencendo. É repetir aquela situação e entrar em campo com dedicação”, assegurou o zagueiro Nen.
Atrás de Marcos e Edmundo, ninguém enfrentou tanto o rival quanto ele no atual elenco. A estréia com a camisa palmeirense aconteceu justamente no clássico válido pelo primeiro turno do Brasileirão de 2004. Resultado: goleada por 4 x 0 e a fama de pé-quente que vem sendo mantida neste ano, com duas vitórias em duas partidas realizadas.
Mas os atletas palmeirenses não são ingênuos e reconhecem que estavam em baixa nos duelos válidos pelo Campeonato Paulista (3 x 0) e primeiro turno do Brasileirão (1 x 0). Por isso, ninguém sabe o que esperar do rival em campo.
“As duas vitórias foram boas, mas já fazem parte do passado. Em ambos os jogos o Corinthians estava em um momento melhor. É a prova que não existe favoritismo”, ressaltou o volante Martinez, citado pelo corintiano Rosinei como um dos jogadores mais perigosos do Palmeiras.
A meta é ver o Verdão alcançar a regularidade que pode lhe levar de volta à Libertadores e o técnico Caio Júnior ganha um importante reforço para surpreender: o meia Valdívia. Afastado das duas últimas rodadas com uma contusão na região da bacia, o Mago não sente mais dores e está confirmado. Francis se contundiu na sexta-feira e Makelele deverá permanecer na equipe. Dininho e Gustavo, suspensos, darão lugar a Nen e David.
FICHA TÉCNICA – PALMEIRAS X CORINTHIANS
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 23 de setembro de 2007, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Assistentes: Ednilson Corona (Fifa-SP) e Nílson de Souza Monção (SP)
PALMEIRAS: Diego Cavalieri; Wendel, Nen, David e Leandro; Pierre, Makelele, Martinez e Valdívia; Caio e Max
Técnico: Caio Júnior
CORINTHIANS: Felipe; Betão, Fábio Braz e Carlão; Iran, Vampeta, Bruno Octávio, Rosinei, Héverton e Aílton; Finazzi
Técnico: José Augusto
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O Palmeiras, por sua vez, vinha de cinco jogos sem vitórias e era apontado como zebra diante da equipe de Parque São Jorge. No final, com um gol do zagueiro Dininho, o Verdão somou três pontos e iniciou uma seqüência de resultados positivos, enquanto o Alvinegro entrou em profunda crise e passou dez partidas sem conseguir um único êxito.
Dar o troco no rival, colocar fim a uma série de três derrotas seguidas e iniciar a arrancada para longe da zona de rebaixamento é o pensamento que move o Corinthians. Palavra do provocador Vampeta: “Se for o caso, podemos até nos espelhar no Palmeiras do primeiro turno, pois eles não vinham bem e engataram uma boa série de vitórias depois de ganhar da gente. Se acontecer, podemos conseguir uma seqüência de duas ou três vitórias e subir algumas posições. Será bom para nós e ruim para o Palmeiras”, raciocinou.
Sem perder o bom humor, o volante mostrou confiança na recuperação do Timão no campeonato e admitiu que ainda sonha levar a equipe ao G-4, grupo dos classificados para a Libertadores de 2008. “O Corinthians nasceu para disputar títulos, mas o São Paulo já disparou e está difícil, então temos que pensar no que nos sobra, que é uma vaga na Libertadores. O risco da Segunda Divisão existe, mas não imagino o Corinthians jogando às terças e sextas”, brincou.
Pensamento semelhante mostrou o goleiro Felipe, de volta ao time depois de ser poupado na derrota frente ao Botafogo por causa de uma forte enxaqueca. “Se perdermos, corremos o risco de voltar à zona de rebaixamento e isso é perigoso nessa altura do campeonato. Palmeiras e Corinthians fazem um campeonato à parte e não há nada melhor para sair dessa situação do que ganhar do maior rival”, receitou.
Para conseguir êxito na missão, o técnico Zé Augusto, prestigiado por Antoine Gebran, mas ciente de que sua cabeça está a prêmio, fará outras mudanças na equipe. Além do retorno de Felipe, mexerá no setor de meio-campo para a volta de Rosinei, ausente desde 22 de agosto.
Devido à contusão de Gustavo Nery, Carlão deve ficar fixo na marcação pela esquerda, liberando Vampeta, Rosinei, Aílton e Héverton para uma saída em bloco em busca de Finazzi, que estará isolado no ataque.
“Espero que possamos ter mais concentração e que possamos repetir o futebol apresentado na vitória sobre o Santos. Treinador vive de resultados e eu não sou diferente, por isso espero uma vitória sobre o Palmeiras para ter mais tranqüilidade para dar seqüência no trabalho”, disse José Augusto.
Motivação
“Vai ser um jogão, bom de assistir. Se eu fosse torcedor não iria perder por nada. Até pay-per-view eu pagaria”. Com bom humor parecido ao de Vampeta, o goleiro Marcos faz uma síntese mais que perfeita do que os palmeirenses esperam para o clássico de domingo. Na quinta colocação com 40 pontos, a equipe precisa da vitória para seguir na briga por uma vaga na Copa Libertadores. O tropeço de 2 x 1 para o Atlético-PR, na Arena da Baixada, pesou , mas o discurso em relação ao rival é de respeito.
“Clássico não tem favorito e precisamos de toda a atenção necessária para sair com uma vitória. No primeiro turno, o Corinthians vinha melhor que nós na competição e acabamos vencendo. É repetir aquela situação e entrar em campo com dedicação”, assegurou o zagueiro Nen.
Atrás de Marcos e Edmundo, ninguém enfrentou tanto o rival quanto ele no atual elenco. A estréia com a camisa palmeirense aconteceu justamente no clássico válido pelo primeiro turno do Brasileirão de 2004. Resultado: goleada por 4 x 0 e a fama de pé-quente que vem sendo mantida neste ano, com duas vitórias em duas partidas realizadas.
Mas os atletas palmeirenses não são ingênuos e reconhecem que estavam em baixa nos duelos válidos pelo Campeonato Paulista (3 x 0) e primeiro turno do Brasileirão (1 x 0). Por isso, ninguém sabe o que esperar do rival em campo.
“As duas vitórias foram boas, mas já fazem parte do passado. Em ambos os jogos o Corinthians estava em um momento melhor. É a prova que não existe favoritismo”, ressaltou o volante Martinez, citado pelo corintiano Rosinei como um dos jogadores mais perigosos do Palmeiras.
A meta é ver o Verdão alcançar a regularidade que pode lhe levar de volta à Libertadores e o técnico Caio Júnior ganha um importante reforço para surpreender: o meia Valdívia. Afastado das duas últimas rodadas com uma contusão na região da bacia, o Mago não sente mais dores e está confirmado. Francis se contundiu na sexta-feira e Makelele deverá permanecer na equipe. Dininho e Gustavo, suspensos, darão lugar a Nen e David.
FICHA TÉCNICA – PALMEIRAS X CORINTHIANS
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 23 de setembro de 2007, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Assistentes: Ednilson Corona (Fifa-SP) e Nílson de Souza Monção (SP)
PALMEIRAS: Diego Cavalieri; Wendel, Nen, David e Leandro; Pierre, Makelele, Martinez e Valdívia; Caio e Max
Técnico: Caio Júnior
CORINTHIANS: Felipe; Betão, Fábio Braz e Carlão; Iran, Vampeta, Bruno Octávio, Rosinei, Héverton e Aílton; Finazzi
Técnico: José Augusto
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