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Futebol

Palmeiras desembarca revoltado com o caos aéreo

Arquivo Geral

30/07/2007 0h00

O acidente com o vôo 3054 da TAM que tirou a vida de pelo menos 199 pessoas não mexeu somente com as famílias das vítimas e com a companhia aérea, que já se envolveu em outros acidentes de grandes proporções. Alterou também a vida e o cotidiano de milhares de pessoas que dependem dos aeroportos.

Com o medo que tomou conta dos pilotos e as reformas na pista principal do Aeroporto de Congonhas, dezenas de vôos foram remanejados para Cumbica, em Guarulhos, local da chegada da delegação palmeirense na tarde desta segunda-feira.

Ao desembarcar, o técnico Caio Júnior aproveitou a presença maciça da imprensa para fazer um desabafo: “Eu, como pessoa pública, tenho a oportunidade que outros não têm. A chance de reclamar. Na ida (para Caxias do Sul, sábado), ficamos sete horas em pé aguardando no aeroporto e chegamos às duas da manhã no dia do jogo. A volta também foi complicada. É uma falta de respeito”, bronqueou.

O zagueiro Gustavo concordou com o treinador e foi mais além: reiterou que continua com medo de viajar depois do desastre com a TAM. “A preocupação sempre é muito grande e, quando entramos no avião, apenas pedimos ao Papai do Céu para fazer uma boa viagem”.

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