Com a confirmação do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, o País tem uma rara oportunidade de transformar o principal evento esportivo do mundo em uma alavanca para a melhoria da infra-estrutura – tanto na área esportiva como em acomodações turísticas, de transportes e de áreas como saneamento e drenagem.
Para atender a tudo o que a Fifa exige em seu caderno de encargos, as cidades brasileiras terão que se preparar e planejar para receber um número enorme de turistas e impulsionar a imagem do País no mundo, provocando uma revolução urbana nas capitais e cidades vizinhas às regiões metropolitanas.
Com o pensamento em tudo isso, o SINAENCO (Sindicato da Arquitetura e da Engenharia) quer colaborar com o Comitê Organizador, que será presidido por Ricardo Teixeira (presidente da CBF), e com os governos federal, estaduais e municipais para o desenvolvimento do Brasil. “O verdadeiro legado da Copa de 2014 será o Brasil de 2015. É preciso planejar antes para executar tudo de forma correta depois. Precisamos fazer um PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) da Copa”, disse José Roberto Bernasconi, presidente do sindicato.
O objetivo de Bernasconi, que comanda um órgão com mais de 12 mil empresas associadas, é criar um mecanismo para gerenciar os recursos que aparecerão a partir da confirmação do Brasil como sede. “A primeira coisa é que tudo tem de ser às claras. Não é para se desperdiçar dinheiro. Em um ano dá para planejar bem e captar recursos. Nos cinco anos seguintes, até 2013, dá tempo suficiente para deixar tudo em ordem”, afirmou.