Kiara Mila Oliveira
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Na passagem dos mais de 80 mil argentinos pelo Brasil, era praticamente impossível vê-los quietos e calados. Em um shopping de Brasília, na derrota dos hermanos frente a Alemanha, ontem, os alvicelestes estavam irreconhecíveis.
Com a bandeira amarrada no pescoço e o uniforme oficial expressavam uma imagem imponente, mas as atitudes e o olhar cabisbaixo mostravam o contrário. Não houve espaço nem para as tais músicas de provocação aos brasileiros.
Há um dia no DF, Frederico Gallo não foi ver a final no Rio de Janeiro por falta de tempo. Ao lado dos amigos, ele justificou o silêncio. “Priorizamos a nossa seleção. Essa rivalidade preferimos deixar de lado”, justificou o empresário.
Após a derrota, Gastón Ayala desabafou. Para ele, a Alemanha, que era tida como a favorita, não foi tão superior.
“Os brasileiros queriam uma goleada de mais de sete gols e não foi o que aconteceu. Por pouco também não levamos a melhor. Calamos a boca dos que pensavam que a Argentina era fraca e não merecia ir à final”, disparou.
Cristina Martín, ao contrário dos demais, tentou animar o clima dos argentinos durante o jogo, mas ficou abatida após o gol alemão na prorrogação. “Não foi desta vez de novo, mas não tem problema. Uma hora vem”, confia a estudante.
Confiança total na vitória alemã
A pequena Isabella Tasser, de 10 anos, escolheu a Argentina para torcer apenas por causa do camisa 10 Messi. A irmã Kaylah, quatro anos mais jovem, optou pelo time adversário. Divididos entre os sentimentos das filhas, os pais estrangeiros se mantiveram neutros na partida de ontem.
“Elas gostam e jogam futebol em Los Angeles. Escolheram as seleções sem incentivo nenhum da nossa parte”, explicou a mãe Eunice Tasser.
Mais confiante na equipe que escolheu para torcer, Kaylah afirmou saber que a Alemanha ganharia por 1 x 0. “Meu time é bem melhor que esse aí de azul”, brincou. A família volta hoje para os Estados Unidos.
Alívio
Do lado brasileiro sobrou animação dos que secavam a argentina. “Graças a Deus eles não foram campeões aqui. Nossa! Quase morri nesse jogo”, afirmou a estudante Roberta Feitosa.