Tão logo a EA Sports anunciou que o próximo game de futebol, o Fifa 15, não terá nenhum clube brasileiro, os internautas do País provocaram grande reação. Uns levaram para o lado cômico, outros se revoltaram e a maioria lamentou.
A principal ligação usada pelos fãs onlines foi associar o fracasso da seleção brasileira na Copa do Mundo à não inclusão dos times no game. “Depois do Mundial, o futebol brasileiro leva mais uma nas costas”, disse um internauta, que contribuiu para o tema virar um dos mais comentados no Twitter.
A EA Games explicou a atitude alegando não ter havido acordo de licenciamento com os detentores dos direitos dos jogadores. Baseando-se nisso, o narrador das edições brasileiras de 2013 e 2014, Thiago Leifert, também protestou.
“Licenciar nomes e times no Brasil é uma operação complicada, e infelizmente o Fifa 15 será vítima da desorganização do nosso futebol”, disparou em sua página.
O programador Hubmaier Moraes joga videogame desde criança. “Atleta” fiel do Fifa, ele diz que no meio disso tudo pode sobrar até para o futebol profissional brasileiro.
“Muita gente joga o Fifa e conhece os clubes daqui, isso pode gerar imagem ruim. Mas pode ser pior para os jogadores também, porque é uma forma de marketing pessoal.”
Tendência é a migração para o PES
Vendedor de uma das lojas de games mais famosas de Brasília, Renato Pereira é apaixonado pelo futebol brasileiro, e pelo seu Palmeiras.
Revoltado por não poder fazer o duelo favorito com os amigos, usando o Corinthians como rival, ele crava: “Não vou comprar a próxima edição do jogo”.
Por lidar com o mercado, ele diz que há grande possibilidade de as vendas caírem, mas crê que os desmotivados terão o concorrente PES como principal alternativa.
“Eles vão manter todos os clubes. Então, é provável que o PES volte a ser o preferido entre os brasileiros, apesar de o Fifa ser melhor em muitos aspectos”, compara.
Além de ter os times do Brasil, o PES vem com novidades. A atualização semanal de cada liga do game, inclusive do Campeonato Brasileiro. Com isso, os times estarão iguais aos reais em relação à escalação, transferências e táticas usadas na semana.