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Futebol

No quique da bolinha, centro esportivo prepara atletas em Taguatinga

Arquivo Geral

11/07/2014 8h10

Lucas Magalhães

lucas.magalhaes@jornaldebrasilia.com.br

 

Foto: Mike SenaPoucos sabem, mas no Centro de Ensino Fundamental 11 de Taguatinga, em um espaço de 260m², em que oito mesas de tênis de mesa estão distribuídas, há um local disponível para o treinamento da modalidade, o Centro de Iniciação Desportiva de Tênis de Mesa (CID). 

No lugar, que atende a alunos da rede pública três vezes na semana, durante os dois turnos de aula, atende também a pessoas portadoras de necessidades especiais, às terças e quintas, com treinamentos à noite.

Idealizador do projeto, o professor de educação física, José Maria Silva de Sousa, o Zezinho, passou por muitas dificuldades até que conseguisse chegar ao nível atual do CID, ainda que o nível esteja longe do ideal, segundo o professor. 

“Fico feliz com a superação dos atletas. Nossos atletas paralímpicos conseguem sair da condição de anonimato para a conquista de um segundo ou terceiro lugar na modalidade”, conta. 

 

Sonho paralímpico

 

Entre atletas veteranos e iniciantes, há o sonho da disputa dos Jogos Paralímpicos do Rio, que ocorrem em 2016. 

A servidora pública Valéria Schmidt, sofreu um acidente ao mergulhar no Lago Paranoá em 1988. 11 anos depois, conheceu o tênis de mesa e se apaixonou pela modalidade, disputando competições desde então. 

Atleta da classe 1, para tetraplégicos, no caso de jogadores que necessitem de auxílio para prender a raquete à mão, Valéria alimenta o sonho de representar o Brasil nas Paralimpíadas. 

“Acho que é o sonho de qualquer atleta de alto rendimento participar de alguma competição desse porte”, explica. 

Se Valéria ainda sonha participar da primeira Paralimpíada da carreira, Mário Pires sabe bem qual a emoção de estar presente na competição. 

Titular da seleção brasileira paralímpica de tênis de mesa por mais de duas décadas, o pedagogo disputou os Jogos de Seul, na Coreia do Sul, em 1988. Entre todas as experiências que ele teve na competição, a troca de experiências com atletas de outros países foi o que mais marcou. 

“Não tem nada igual a disputar as Paralimpíadas. Me lembro muito da integração entre os atletas de diversos países. Também me recordo de ter voltado para o Brasil muito mais animado para dar continuidade à carreira e também me senti muito mais valorizado como atleta”, recorda.

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