Há cinco jogos sem vencer, o Palmeiras embarcará sábado para Curitiba, palco do jogo contra o Paraná, com medo. Mas não do adversário. A tragédia ocorrida com o vôo 3054 da TAM na última terça-feira chocou o país e mudou a rotina de milhares de brasileiros. Submetidos a constantes viagens por conta das longas distâncias que têm de percorrer para cumprir a tabela do Campeonato Brasileiro, os jogadores de futebol não fogem à regra.
No Palmeiras, a preocupação é evidente. Segundo o volante Pierre, um dos que ainda está chocado com a tragédia, o vôo da volta, marcado para segunda-feira à tarde, teve seu local alterado.
“O presidente (Affonso Della Monica) pediu e o vôo da volta foi mudado para Cumbica. A situação preocupa e a galera estava comentando isso durante o aquecimento. Estamos todos sujeitos a esse tipo de acidente e espero que possamos fazer uma viagem segura”.
O técnico Caio Júnior, que no dia posterior ao acidente já declarara sua revolta para com as autoridades brasileiras, voltou a falar sobre o assunto. E também admitiu estar receoso com o fato de ter de encarar os céus tão próximo do acidente.
“Todo cidadão brasileiro sente medo nesse momento. Resolvemos fazer a volta por Guarulhos porque descer em um aeroporto onde acontecem 44 vôos por hora e a pista é curta é complicado”, opinou. “Eu, como pessoa pública, me sinto no direito de fazer uma critica que todo mundo gostaria. Precisamos ter segurança. No mínimo isso”, concluiu.