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Futebol

Médico do Paulista é banido do futebol

Arquivo Geral

26/09/2007 0h00

Brigando para evitar o rebaixamento na Série B (a equipe é apenas a 17ª colocada com 32 pontos), o Paulista vive momentos de turbulência máxima fora dos gramados. Na última terça-feira, o STJD decidiu em primeira instância suspender permanentemente do futebol o médico do Galo, Carlos Damasceno, por prescrever um medicamento proibido ao lateral-direito Ricardo Lopes, anunciado como novo reforço do Sertãozinho.

Além do profissional, o Tribunal também suspendeu por 30 dias o presidente do Paulista, Eduardo Palhares, por manifestações desrespeitosas a autoridade esportivas na derrota de 1 x 0 do Paulista para o São Caetano, no último dia 7 de setembro. O dirigente foi enquadrado no artigo 188 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

Damasceno acabou incurso no artigo 249 (ministrar ou prescrever ao atleta substância ou método proibido). Desde a semana passada o caso vem se arrastando, pois a FPF teve de ser ouvida no caso sob a alegação de ter autorizado o clube de Jundiaí a usar o medicamento. O advogado do Galo, Marcel Belfiore Santos, justificou que Neosaldina não aparece na lista de medicamentos proibidos.

Lopes acabou flagrado em exame antidoping realizado no dia 6 de julho, após o duelo entre Paulista e Marília. A notícia do banimento do médico repercutiu nacionalmente e foi recebida com revolta pelos lados da Japi. “É com muita tristeza e inconformismo que o Paulista Futebol Clube recebe a notícia sobre o resultado do julgamento do Dr. Carlos Eduardo Damasceno, que é um grande profissional, que sempre mostrou muita dedicação ao clube, além da alta capacidade na prestação de serviço”, destacou Palhares, em nota oficial divulgada à imprensa.

“O Paulista Futebol Clube sabe que não houve erro do médico ao prescrever o medicamento (Neosaldina) que constava no site da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) até poucos dias atrás”, completou o cartola no documento.

“O sentimento de toda a diretoria do Paulista é de inconformismo. No site da CBF constava que o Neosaldina era permitido. Inclusive, após prescrever o remédio ele colocou na súmula do jogo que o Ricardo havia ingerido a substância. Nós não vamos mudar o nosso conceito sobre o Dr. Damasceno: ele é um excelente médico e vamos continuar o apoiando. Nosso departamento jurídico vai recorrer”, anunciou Roberto Rappa, superintendente de futebol do Paulista.

Para o dirigente, a polêmica não vai influenciar o rendimento dos jogadores na luta para escapar da Série C. “Apesar dos dois serem figuras queridas, acredito que nossos jogadores não vão sentir. Todos estão focados em tirar o Paulista da zona de rebaixamento”, assegurou.

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