Menu
Futebol

Marcos confirma: teve proposta do Botafogo, mas quis ficar no Palmeiras

Arquivo Geral

20/09/2007 0h00

Afastado dos gramados desde o dia 11 de março, quando fraturou o antebraço esquerdo na goleada de 4 x 1 do Palmeiras sobre o Juventus, ainda pelo Campeonato Paulista, o goleiro Marcos voltará aos gramados neste domingo, no Morumbi. O camisa um será reserva de Diego Cavalieri no clássico contra o Corinthians e, a menos que o amigo fique suspenso ou contundido, não irá mais jogar em 2007.

O próprio ídolo da torcida confirmou que será reserva até o fim do ano em respeito às boas atuações de Diego no Brasileirão. Por conta disso, surgiram alguns interessados em contratar Marcos e lhe dar uma oportunidade de mostrar sua qualidade e recuperar o ritmo de jogo. O Botafogo – agora com Roger titular em suas metas – foi o principal interessado. Com a posição em crise desde o começo do ano, o Glorioso procurou o camisa um, mas acabou recebendo um não como resposta.

Segundo Marcos, não é hora de arriscar às vésperas do fim da carreira. Com 34 anos, o contrato do jogador vai até 2009 e pendurar as chuteiras já é uma questão iminente para o goleiro. “Fui eu quem passou a proposta para o Toninho (Cecílio, gerente de futebol). Eu fiquei feliz pelo reconhecimento, mas não estou na época de conquistar a torcida de outros clubes. Aqui já tenho uma base, uma experiência. Dependeria do Palmeiras, afinal não sei se eles têm o interesse de seguir pagando os meus salários (risos). Mas o Palmeiras não quis, não forcei”, destacou.

Marcos mostra consciência ao optar por seguir no Parque Antártica, onde tem tratamento de ídolo e recebe uma carga especial de treinamentos. Com uma placa de titânio no braço, fruto da fratura sofrida nesta lesão, o cansaço também pesa contra a possibilidade do camisa um deixar o clube onde é referido como ‘São Marcos’.

“Eu já tive muitos treinadores de goleiro e sei como funciona por aí. Os caras vão querer me deixar em forma e vou acabar quebrado (risos). Não posso mais, pois sinto constantes dores musculares por conta das fortes cargas de treino. Aquele Marcos da Copa de 2002 não existe mais, não tem jeito. E se acontecer o que acontece aqui no Palmeiras, onde treino em período menor que os meninos (Diego e Bruno) vão falar que eu tenho regalias”, assegurou.

Outro ponto fundamental para a permanência de Marcos chama-se Carlos Pracidelli. A amizade com o preparador de goleiros do Verdão, responsável pelos treinos leves ao ídolo, perdura há anos e somente uma ‘transferência conjunta’ poderia seduzir o goleiro. “Todos os títulos que eu tenho, conquistei com ele, não tem jeito. Teria que levar o Pracidelli junto (risos). Aliás não só ele, como os fisioterapeutas do Palmeiras, os massagistas, a Academia de Futebol…”, brincou o goleiro.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado