Mano Menezes voltou a recordar o péssimo segundo semestre do Corinthians, ainda sob comando de Tite, para explicar as dificuldades enfrentadas em sua volta ao clube. O atual treinador alvinegro repetiu algo que já havia feito e procurou estabelecer que a crise não começou em suas mãos e foi herdada de outro gaúcho.
“Eu não gosto de falar para trás, respeito tudo o que se passou, mas essa situação vem se arrastando já há algum tempo. O Corinthians esperou bastante tempo o jogo da reação, ele não veio. Por isso aconteceram determinadas trocas. E você não passa por elas sem pagar um preço. Nossa escolha é que esse preço seja pago agora”, afirmou.
“As pessoas se esquecem um pouco, mas o Corinthians ficou a quatro pontos da zona do rebaixamento no Brasileiro no ano passado. Vamos ter que estar muito melhores ali na frente, e essa melhora passa pelo que estamos fazendo agora”, acrescentou o treinador.
As trocas mencionadas por ele começaram justamente por sua entrada na vaga de Tite. Também saíram Ibson, Alexandre Pato, Douglas e Paulo André, em processo de reformulação longe da conclusão. Na porta de entrada, chegaram atletas mais jovens como o meia Luciano, de 20 anos.
Mário Gobbi, que prometeu dar tempo ao técnico para promover essa reforma, recordou que Mano fez um trabalho ainda mais difícil a partir de 2008, montando o grupo corintiano a partir do quase nada. O presidente do clube reiterou a convicção de que era mesmo hora de mudar.
“A gente está desfazendo um time campeão mundial, com a maior folha de pagamento do Brasil, porque chegou a hora em que isso tinha de ser feito. Se não fosse neste mês, seria no mês que vem, mas teria que ser feito”, resumiu o dirigente.