Enquanto o palmeirense Valdívia classificava como boato a farra que os chilenos promoveram no hotel onde concentraram-se durante a Copa América, o santista Maldonado condenava a postura dos seus compatriotas no CT Rei Pelé.
“O que os meus companheiros fizeram antes do jogo do Brasil foi lamentável. Isso não é postura de jogador que quer conseguir alguma coisa importante”, criticou o volante, que foi cortado da competição em virtude de uma contratura muscular na coxa esquerda.
Em sua reapresentação ao Palmeiras, nesta quarta-feira, Valdívia minimizou as conseqüências que a polêmica poderá trazer para sua carreira, além de acusar a imprensa chilena de distorcer os fatos. O meia está punido pela Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile (ANFP) com 20 jogos de afastamento da seleção, a qual cogita abandonar de vez.
Maldonado, no entanto, não poupou seus colegas, com quem esteve concentrado por mais de uma semana antes do início da Copa América. “É complicado explicar o que aconteceu. O técnico [o uruguaio Nelson Acosta, que pediu demissão] deu liberdade para os jogadores saírem, mas ninguém esperava que eles fizessem essa bagunça. E ainda foi no hotel, onde estava toda a imprensa. É lamentável”, protestou.
Às vésperas de o Brasil golear o Chile por 6 x 1, o atleta do Santos havia elogiado bastante Valdívia, o responsável por fazer a equipe de Acosta jogar, segundo ele. Desta vez, apenas lamentou o processo de reformulação que a seleção de seu país terá de enfrentar novamente.
Questionado se poderia evitar o placar elástico conseguido pelo Brasil caso estivesse em campo, Maldonado sorriu pela primeira vez ao falar sobre a Copa América: “Futebol é muito estranho. Não dá para prever o resultado. Contra o Brasil, é um jogo sempre difícil, que motiva”.