Os três jogos de suspensão aplicados como punição ao lateral-direito Baiano, por jogada violenta em partida contra o Vasco, foram suficientes para o técnico Wanderley Luxemburgo voltar a reclamar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
“Foi uma pena injusta. Só quem joga bola entende que não houve violência no lance”, criticou Luxemburgo. “Deveriam [os auditores] tirar os ternos e as gravatas e vestir calções e meias para discutir com mais propriedade. Quem é do meio sabe muito bem quando há intenção de machucar ou não”, acrescentou.
Bastante evasivo na quinta-feira, o técnico só se alongou e levantou a voz mesmo para chiar do STJD. “Está complicado desse jeito. O que me preocupa é que a televisão está mandando mais que a própria essência do futebol. Jogadas duras pertencem ao esporte. Mas, quando há uma imagem, o caso é enquadrado em determinado artigo e fica muito difícil desqualificá-lo”, argumentou.
Apesar do protesto, Luxemburgo reforçou, como de hábito, que não é a favor da violência: “Pelo contrário. Seria o primeiro a punir o Baiano se ele tivesse dado porrada em alguém. Minhas equipes sempre jogaram limpo. Mas, do jeito que está, fica muito complicado”.